quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Ideias

Eu sei que não estou postando muito ultimamente mas, isso se deve ao pouco tempo que estou tendo. Bom queria compartilhar com vocês uma notícia, os meus livros, o primeiro e o segundo, da Série Os Instrumentos Mortais vão chegar na próxima quinta-feira e eu queria fazer uma resenha pra vocês deles. Então quando eles chegarem vou lê-los e resenha-los e, espero que vocês gostem e comentam. Estou pensando também em postar no blog as histórias que faço. Que tal?

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Resenha: O Despertar - Diários do Vampiro de L.J. Smith

UM TRIÂNGULO AMOROSO FATAL.
Stefan Salvatore é imortal. E está condenado. Há séculos ele procura redenção e paz, até que chega à uma pequena cidade de Fell's Church e conhece Elena...
Mesmo sendo a garota mais popular e adorada da escola, Elena se sente sozinha, até encontrar sua alma gêmea, Stefan, um vampiro perseguido pelo irmão Damon...
Um vampiro sexy e misterioso, Damon quer vingança a qualquer custo e não medirá esforços para conseguir o que deseja.

RESENHA: Bom, nesta semana passada eu acabei de ler o primeiro livro da Série Diários do Vampiro. Do primeiro cápitulo eu não gostei muito, pois Elena, uma garota envolvente, linda que sempre será a veterana e a melhor no quesito beleza, já sente alguma coisa assustadora.
Stefan Salvatore, um vampiro com cerca de 400 anos de idade, que saiu de Florença para buscar uma vida normal, de fora das violências repetitivas. Tudo começa quando um garoto de vestimentas pretas e óculos escuros chega num carro de luxo para estudar na escola Robert. E Lee, à escola em que Elena estuda. Elena se apaixona de imediato por Stefan. Sem saber nada sobre ele, ela embarca num mundo de sombras, o mundo mais sobrenatural. Com a ajuda das amigas de infância, Bonnie e Meredith, ajudam Elena a descobrir tudo sobre Stefan.
Stefan ver sempre semelhanças de Katherine na Elena. Katherine que tranformou Stefan e o irmão Damon no que são, vampiros. Katherine sempre queria os dois: Stefan e Damon, mas, isso se tornou uma guerra entrte irmão. Damon que no final do livro aparecerá, literalmente, com o proposito de vingar-se do irmão mais novo. Mas, Damon é bem mais forte que Stefan. Ele se alimenta de sangue humano e, Stefan de sangue de frágeis coelhos e outros animais, então corretamente Damon vence uma luta de irmãos.
Quando Elena descobri o verdadeiro segredo de Stefan, ela se senti com nojo daquela boco que estava derramada em sangue, de uma pomba. Elena sentia-se horrorizada por saber o segredo de Stefan que tanto lutou para descobrir.
Como sempre uma história tem um final feliz, esta teve. Elena começou um romance com Stefan, mas, no cápitulo dezesseis Stefan vai embora e Elena acaba chamando o nome de Damon...
OBS: Eu não sei se a resenha está boa, mas fiz com muita atenção, então se for preciso peço para vocês comentarem. BJs.

TRECHOS DO LIVRO:
"Elena agora estava louca de curiosidade. O que tinha acontecido ali? E como seria a cara desse estranho? Mas enquanto saía da sala, ele recolocou os óculos escuros. A decepção a acossou." Página 21.

"Quando Elena chegou ao armário, o torpor tinha diminuído e o bolo na garganta tentava se dissolver em lágrimas. Mas ela não ia chorar na escola, disse a si mesma, ela não faria isso. Depois de fechar o armário, foi para a saída principal." Página 47.

"O horror voltou a se desslocar por suas entranhas com a lembrança. Ele teria jurado que não tinha drenado o homem debaixo da ponte, que não tirara sangue suficiente para lhe causar mal. Mas tudo naquela noite depois da onda de Poder era artodoante e confuso. Se é que houvera mesmo uma onda de Poder. Ele fechou os olhos. Quando soube que o velho estava hospitalizado, quase morto, não teve palavras para expressar seu choque. Como pôde se descontrolar tanto? Matar, quase matar, quando ele não matava ninguém desde..." Página 102.

Goodbye! Comentem.




domingo, 11 de agosto de 2013

Richelle Mead - O Beijo das Sombras

Sinopse - O Beijo das Sombras - Academia de Vampiros #1 - Richelle Mead

Lissa Dragomir é uma adolescente especial, por várias razões: ela é a princesa de uma família real muito importante na sociedade de vampiros conhecidos como Moroi. Por causa desse status, Lissa atrai a amizade dos alunos Moroi mais populares na escola em que estuda, a São Vladimir. Sua melhor amiga, no entanto, não carrega consigo o mesmo prestígio: meio vampira, meio humana, Rose Hathaway é uma Dampira cuja missão é se tornar uma guardiã e proteger Lissa dos Strigoi - os poderosos vampiros que se corromperam e precisam do sangue Moroi para manter sua imortalidade.
Pressentindo que algo muito ruim vai acontecer com Lissa se continuarem na São Vladimir, Rose decide que elas devem fugir dali e viver escondidas entre os humanos. O risco de um ataque dos Strigoi é maior, mas elas passam dois anos assim, aparentemente a salvo, até finalmente serem capturadas e trazidas de volta pelos guardiões da escola.
Mas isso é só o começo. Em O beijo das sombras, Lissa e Rose retomam não apenas a rotina de estudos na São Vladimir como também o convívio com a fútil hierarquia estudantil, dividida entre aqueles que pertencem e os que não pertencem às famílias reais de vampiros. São obrigadas a relembrar as causas de sua fuga e a enfrentar suas temíveis consequências. E, quem sabe, poderão encontrar um par romântico aqui e outro ali. Mais importante, Rose descobre por que Lissa é assim tão especial: que poderes se escondem por trás de seu doce e inocente olhar?
Richelle Mead dá uma nova face à literatura vampiresca com este romance: mais ácida, apimentada e inteligente do que nunca, a saga dos Moroi e seus guardiões surpreende pelas reviravoltas e pela ousadia desses cativantes personagens.
Título Título no Brasil Título em Portugal Lançamento (EUA)
Vampire Academy O Beijo das Sombras Academia de Vampiros 16 de Agosto de 2007
Frostbite Aura Negra Beijo Gelado 10 de Abril de 2008
Shadow Kiss Tocada Pelas Sombras O Beijo das Sombras 13 de Novembro de 2008
Blood Promise Promessa de Sangue Promessa de Sangue 25 de Agosto de 2009
Spirit Bound Laços do Espírito TBA 18 de Maio de 2010
Last Sacrifice Último Sacrifício TBA 7 de Dezembro de 2010

 
Título Título no Brasil Título em Portugal Lançamento (EUA)
Bloodlines Laços de Sangue TBA 23 de Agosto de 2011
The Golden Lily O Lírio Dourado TBA   12 de Junho de 2012
The Indigo Spell O Feitiço Azul TBA 12 de Fevereiro de 2013
The Fiery Heart TBA TBA 19 de Novembro de 2011  Após terminar a série Vampire Academy, a autora, Richelle Mead, revelou que pretendia lançar seis spin-off da série. O primeiro livro, intitulado Bloodlines, foi lançado em 23 de agosto de 2011, nos Estados Unidos e tem como protagonista a alquimista Sydney Sage. Outros personagens conhecidos que aparecem nos livros são Adrian Ivashkov, Jill Dragomir, Eddie Castile e Abe Mazur. O segundo livro, intitulado The Golden Lily, foi lançado em 12 de junho de 2012, nos Estados Unidos. Enquanto o terceiro, The Indigo Spell, em 12 de Fevereiro de 2013, nos Estados Unidos. Já o quarto livro, cujo título é The Fiery Heart, tem data prevista para 19 de novembro de 2013. A autora revelou que neste livro os capítulos serão alternados entre Sydney e Adrian, oferecendo o ponto de vista de cada um, que ao longo da série, iniciam um romance. A Editora Seguinte publicará a série no Brasil; os dois primeiros livros, Laços de Sangue e O Lírio Dourado serão lançados em 2013, enquanto o terceiro, O Feitiço Azul, tem data prevista para 2014.
Sinopse: Sydney Sage é uma alquimista, um grupo de humanos que mexem com magia e servem como ponte entre o mundo dos humanos e dos vampiros. Eles protegem os segredos dos vampiros ― e vidas humanas. Quando Sydney é arrancada de sua cama no meio da noite, inicialmente ela acha que ainda está sendo punida pela sua complicada aliança com a dhampir Rose Hathaway. Mas o que ocorre é muito pior. Jill Dragomir ― a irmã da Rainha Moroi Lissa Dragomir ― está em perigo mortal, e os Moroi devem escondê-la. Para evitar uma guerra civil, Sydney é chamada para atuar como guardiã e protetora de Jill, passando-se por sua colega de quarto no último lugar em que pensariam em procurar por uma vampira da realeza ― um internato humano dem Palm Springs, California. Mas ao invés de achar segurança em Amberwood Prep, Sydney descobre que o drama acaba de começar.
Sinopse: Sydney foi enviada para um colégio interno na Califórnia, encarregada de proteger a princesa Moroi, Jill Dragomir, de assassinos. Agora ela é elogiada por sua lealdade e obediência, e consagrou-se como o modelo de uma alquimista exemplar. Mas quanto mais se aproxima de Jill, Eddie, e, especialmente, Adrian, mais se questiona sobre suas antigas crenças, a ideia de família, e o sentido do que significa verdadeiramente pertencer. Seu mundo se torna ainda mais complicado quando experimentos mágicos mostram que Sydney pode ter a chave para se evitar transformar em Strigoi. Mas é o medo dela de ser apenas isso – especial, mágica, poderosa, que a assusta mais do que qualquer coisa. Igualmente assustador é o seu novo romance com Brayden, um cara bonito e inteligente. No entanto, tão perfeito quanto parece, Sydney vê-se atraída por mais alguém, alguém proibido para ela.
Sinopse: Após um evento que mudou as vidas de Sydney e Adrian para sempre, Sydney luta para traçar a linha entre seus ensinamentos Alquimistas e o que o seu coração está a impulsionando a fazer. Ela, então, conhece o atraente Marcus Finch, um antigo Alquimista que a empurra a rebelar-se contra as pessoas que a criaram. E quando Sydney fica cara a cara com um usuário de mágica perverso, ela finalmente começa a abraçar a misteriosa mágica que ela sabe que guarda dentro de si.
A sinopse ainda não foi divulgada.

A história acompanha as duas amigas, Rose (a protagonista) e Lissa, que estão escondendo dos guardiões da St. Vladimir, de onde fugiram há dois anos. Elas são forçadas a voltar quando são encontradas pelo guardião Dimitri Belikov, que aceita treinar a Rose para ajuda-la recuperar o tempo perdido e assim, depois que se formar, ser guardiã de Lissa, a ultima dos Dragomirs, uma das doze famílias reais morois (vampiros vivos com poderes dos elementos da natureza). De volta as duas ganham uma inimiga, Mia Rinaldi, uma moroi que foi usada pelo irmão da Lissa quando era mais nova, e agora tenta descontar nela. Mia chega ao ponto de dormir com alguns garotos da escola para que eles espalhem que dormiram com a Rose, o que não é verdade.
No decorrer da história se descobre que Lissa se especializou em um quinto elemento: o espírito. Foi com os poderes do espírito que ela trouxe a Rose de volta a vida quando esta tinha morrido no mesmo acidente que matou os pais e o irmão da Lissa, alguns anos atrás. Por conta disso as duas têm uma ligação especial, Rose pode ler os pensamentos de Lissa, e ás vezes consegue entrar na mente dela e ver o que ela vê e sentir o que ela sente. Infelizmente usar os poderes do espírito tem efeito colateral, Lissa fica depressiva e chega a se cortar, e não ajuda que ela esteja recebendo mensagens misteriosas acompanhadas de animais mortos.
No início da história a Rose tem um pequeno caso com Jesse, sua paixonite desde antes dela fugir da escola, mas Dimitri os interrompe, o que não o impede de espalhar pela escola que dormiu com a Rose (mentira arquitetada pela Mia), fando-a o odiar. Os treinamentos da Rose estão sendo mais produtivos do que ela poderia imaginar, um romance começa a existir entre ela e o Dimitri, por mais que esse passe o livro inteiro negando isso. Lissa consegue reatar com o seu ex-namorado, que a partir dai passa a ser o ex da Mia, mas a verdade é que a última dos Dragomirs está tendo encontros no sótão da igreja com Christian, talvez o garoto mais odiado/temido da escola pelo seu passado, seus pais viraram strigois (vampiros imortais e malvados) por vontade própria, e todos apostam que é questão de tempo até que ele mesmo se torne um strigoi, ele é o tipo de garoto que uma princesa deveria manter distância.
O dia do baile chega, a Rose não poderia ir porque estava de castigo, mas o seu amigo Mason (que tem uma quedinha por ela) a "resgata". Ela se desentende com a Mia e chega a socar a garota. Após o baile a Rose consegue ver pelo laço com a Lissa que ela está sendo atacada e sequestrada, e não é por strigois, e sim por guardiões dampiros (metade humanos e metade vampiros, assim como a Rose, o Dimitri e o Mason). Tudo começa a fazer sentido, Victor Dashkov (tio de consideração da Lissa) e sua filha Natalie estavam tramando esse tempo todo contra a Lissa. Ele está com uma doença rara e parece ter o dobro de sua idade, não viveria por muito mais tempo e a algum tempo tinha descoberto sobre os poderes raros da Lissa, com eles ela poderia cura-lo, e sequestra-la poderia fazer dela a sua própria fonte da juventude para usar quando bem entendesse. Rose vai pedir a ajuda de Dimitri, mas como estava usando o colar enfeitiçado com luxúria (presente do Victor) os dois sentem uma forte atração um pelo outro e esquecem de todos os seus problemas. Eles começam a se agarrar e só quando a Rose já está sem roupa e o Dimitri tira o colar os dois percebem o que está acontecendo, e já estão atrasados para salvar Lissa. A caminho de onde Lissa está sendo aprisionada por Victor, Rose descobre Christian escondido dentro do carro, este queria ajudar no resgate. Conseguem prender Victor, mas quando a Rose vai visitá-lo na prisão da St.Vladimit ela é atacada por Natalie, que virou um strigoi para ajudar o pai na sua fuga da prisão. Felizmente Dimitri aparece a tempo e consegue matar Natalie.

Personagens principais

  • Rosemarie 'Rose' Hathaway: Rose é uma garota de dezessete anos, é uma dhampir (dampira), ou seja, é meio humana e meio vampira. Ela tem 1,67 m. Possui cabelos castanho escuro compridos e grandes olhos pretos. É a protagonista da série Vampire Academy. Sua melhor amiga é Lissa Dragomir. Rose é uma beijada pelas sombras, pois morreu em um acidente no passado, juntamente com os pais e com o irmão de Lissa. Porém, Lissa acabou só conseguindo salvar Rose, devido ao seu poder do Espírito, o quinto elemento, concedendo a Rose o poder de ver espíritos e um laço entre as duas, nesta ligação com Lissa, Rosemarie pode então ler sua mente e entrar em sua cabeça. Ela pretende, por ser grande amiga de Lissa e ter este laço que as une, tornar sua guardiã. Rose é muito impulsiva e faz muito sucesso entre os garotos, pois é bonita e é de belas formas e é incomum os Moroi serem curvilíneos. Sua mãe chama-se Janine Hathaway e seu pai Ibrahim 'Abe' Mazur, de quem Rose herdou as feições turcas, como a cor de pele mais bronzeada. Rose é apaixonada por Dimitri Belikov, que corresponde seu amor, porém de forma que ambos não fossem comprometidos com isto. Recebe o apelido de "Roza" por Dimitri, em seus momentos apaixonados. Em Frostbite, Rose acaba envolvida com mais duas pessoas: seu amigo Mason Ashford e com Adrian Ivashkov. No final do quinto livro é presa por ser a única suspeita do assassinato da Rainha Tatiana. Recebe de Ambrose (um dampiro envolvido com a Rainha) uma carta deixada por Tatiana para ela. Na carta esta escrito que Lissa tem um meio irmão ou irmã e depois que ela consegue fugir da prisão com Lissa, Adrian, Dimitri, Eddie, Mikhail, Christian e Abe vai em busca desse Dragomir.
  • Vasilisa 'Lissa' Dragomir: É uma Princesa Moroi de dezessete anos cujos pais e irmão foram mortos no mesmo acidente que fez com que ela pudesse curar Rose, sua melhor amiga. Recebeu a denominação de princesa, pois era a última Dragomir. Ela odeia o fato de Rose poder estar na sua cabeça e ela não poder fazer nada. É namorada de Christian Ozera, desde que conheceu ele melhor por frequentarem o mesmo lugar para poder pensar na vida. Lissa não se especializou nos elementos tradicionais mas sim num quinto elemento, chamado Espírito. Deste modo ela consegue curar pessoas e animais e ainda utilizar uma forma de induzir as pessoas chamada Compulsão. A partir do convívio com Adrian, outro usuário de Espírito, com o tempo consegue ver as auras das pessoas. Ela é loira, tem olhos verde-jade, é alta e magra. Graças a seu irmão Andre, Lissa e Rose conquistaram uma inimiga, Mia Rinaldi, que quer se vingar de Lissa assim como Andre a-usou. Seu ex-namorado chamava-se Aaron, com quem Lissa chega a ficar no primeiro livro, mas vê que não sente mais nada por ele. No quarto livro, por indução de uma outra usuária de espírito, Avery Lazar, ela acaba beijando-o novamente, fazendo Christian chatear-se com ela.
  • Dimitri Belikov: É um dampiro de vinte e quatro anos russo - especificadamente de Baia na Sibéria -. É apaixonado por Rose, mas disfarça isso por ser um guardião respeitado e teme deixar de proteger seu Moroi para portege-la. É temido por muitos, considerado até um Deus, devido a sua capacidade de luta. É muito alto, tem cabelos castanho na altura do ombro e olhos da mesma cor. Treinava Rose, daí, por se conhecerem melhor, se apaixonam. Quase se envolveu a mais com ela no primeiro livro, mas descobre que estão sob um encantamento. De forma mais carinhosa, é chamado de "Dimka", princpalmente por parentes e pessoas como Tasha Ozera. Sua mãe chama-se Olena, sua vó Yeva, e suas irmãs chamam-se Viktoria, Sonya e Karolina. Em Shadow Kiss, ele e Rose conseguem enfim, dar um passo a mais no seu relacionamento amoroso, mas a St.Vladimir é invadida por um grupo muito grande de Strigoi. E, no final deste livro, Dimitri acaba sendo sequestrado por eles e vem a ser, no quarto livro, um Strigoi. Ele volta para a Rússia, tentando fazer com que Rose não tivesse que sofrer, mas ela vai atrás dele. Em Spirit Bound, através do que o irmão de Victor Dashkov diz, Rose e Lissa conseguem trazer Dimitri de volta como guardião. Ele volta de modo com que senti-se uma admiração muito grande por Lissa, e resolve que nunca mais vai incomodar Rose, por ter feito coisas terríveis com ela durante a viagem dela a Rússia, como mante-la em cativeiro e quase transformá-la em Strigoi, obrigando Rose ou a ser morta ou a ser despertada. Portanto, ele ignora-a no quinto livro, mesmo sabendo que Rose ainda é apaixonada por ele, todavia depois que ela é presa ele a ajuda a fugir da prisão, fazendo com que Rose fique confusa em relação aos sentimentos que ele tem por ela.
  • Adrian Ivashkov: É um Moroi cujo elemento é, também, o Espírito. Tem vinte e um anos, possui cabelos castanhos levemente bagunçados e olhos verdes. É alto, mas é mais baixo que Dimitri. Por causa do seu elemento, tenta disfarçar os efeitos colaterais bebendo e fumando. Sente uma queda por Rose desde o primeiro instante, e de repente ele se apaixona de vez por ela. Em Frostbite, mandou a ela diversas vezes inúmeros presentes, mas o coração de Rose estava em Dimitri. Como usuário deste quinto elemento, Adrian consegue ver as Auras das pessoas, ensinando mais tarde a Lissa, e também consegue penetrar nos sonhos das pessoas. Apesar de pouco, Adrian consegue curar alguns ferimentos, o que, mesmo sendo pouco, ajuda nos feridos dos ataques de Strigoi. Adrian é sobrinho-neto da Rainha Tatiana, que nos livros seguintes é totalmente contra a paixão de Adrian por Rose e sim é a favor de Lissa. Ele financia a viagem de Rose a Rússia, e em troca Rose promete a ele que daria-lhe uma chance na volta. Em Spirit Bound, quando Dimitri ignora Rose, Adrian e ela namoram. Adrian ainda sabe que Rose gosta mais de Dimitri, mas também sabe que ela acaba por se apaixonar, porém menos, que ele. Não exatamente apaixonar, e sim estar num modo confortável com alguém que confortaria-lhe, porém seu desejo não ocorre pois em Last Sacrifice. Dimitri vai com Rose, para protegê-la. Nesse meio tempo, os sentimentos de Dimitri enterrados pelo arrependimento voltam à tona. Rose escolhe Dimitri, e assim Adrian fica extremamente triste. Na spin-off Bloodlines, é mostrado o que aconteceu com Adrian, depois de deixar o quarto de Rose em Last Sacrifice. Seu pai chama-se Nathan Ivashkov e sua mãe Daniella. Ao longo da série Bloodlines, Adrian começa a se envolver com a alquimista Sydney Sage.
  • Christian Ozera: É um moroi de cabelos negros, de olhos azuis, magro e alto, de dezessete anos. Até namorar Lissa, Christian era extremamente excluído por causa de seu jeito sombrio e ligarem isso com seus pais, Lucas e Moira, terem escolhido virarem Strigoi. Porém sua tia Tasha, impedira seus pais de levarem Christian junto. É usuário do elemento fogo e pratica a magia, o que muitas vezes chega a ser proibída. Em Blood Promise, ele termina com Lissa por ela ter beijado seu ex-namorado, Aaron, através de Avery Lazar e não ter contado a ele. Mas, em Spirit Bound, eles retornam o namoro. Por ensinar Jill, em Blood Promise, sobre magia, Lissa chega a achar que ele se apaixonou por ela.
  • Mason Ashford: É um Damphir de dezessete anos. Possui cabelos ruivos, é alto e tem olhos azuis. É um grande amigo de Rose até o segundo livro, quando ele tenta evoluir para um romance com Rose. Quando estavam prestes a ir a mais que isso, Rose desiste, fazendo Mason ficar chateado. Como Rose havia contado neste mesmo dia que havia Strigoi em Spokane (Washington), ele, Mia Rinaldi, e seu melhor amigo Eddie Castile fogem para lá. Rose e Christian os seguem depois. Strigoi os sequestram, mas no final, quando eles estão prestes a escapar, Rose manda todos saírem de onde os dois Strigoi estão. Deste modo, Rose luta com eles. Numa hora, quando um deles consegue segurar Rose, Mason interfere, mas um deles quebra o pescoço de Mason. Apesar de morto, em Shadow Kiss (terceiro livro), ele aparece como fantasma para Rose e ajuda ela numa certa hora indicando que Strigoi estão vindo. E é ele que indica o que houve realmente com Dimitri no final do terceiro livro.
  • Mia Rinaldi: É uma Moroi baixinha de dezesseis anos. Possui cabelos loiros cacheados e olhos azuis. Tenta acabar com a vida social de Lissa e de Rose, no primeiro livro. Após o final do segundo livro, quando sua mãe morre e ela se une ao grupo de Mason e de Eddie para matar Strigoi, ela acaba acalmando, tornando-se uma grande aliada à Lissa e à Rose nos próximos livros. É usuária do elemento Água e apenas com a ajuda dela, Rose consegue matar os dois Strigoi de Spokane.
  • Eddie Castile: É um Dhampir que, antes do incidente em Spokane, era o melhor amigo de Mason. Mas após, virou um grande amigo de Rose, sendo muito leal a ela, e chegou até, em Spirit Bound, acompanhá-la, juntamente com Lissa, para tirar Victor Dashkov da prisão. Ele também é uma das pessoas que ajuda Rose fugir da prisão em Last Sacrifice. Eddie é um personagem que não teve grande destaque na série mais segundo informações da autora Richelle Mead ele tem grande destaque na spin off da série juntamente com Jill, Adrian e Sydney.
  • Janine Hathaway: É uma Dhampir, uma guardiã muito reconhecida no mundo vampiro, principalmente é conhecida por sua eficiência e por ser dura. É a mãe de Rose, porém após ter ela, mandou a filha para a St. Vladimir, pois não poderia largar de tudo para dar atenção à Rose. Quando era jovem envolveu-se com Abe Mazur, pai de Rose. É baixinha e possui cabelos ruivos cacheados. Segundo Rose, por baixo das roupas de guardiã de Janine, ela tem um corpo bonito. Por isso, também chamava muita atenção dos garotos na idade de Rose.
  • Ibrahim 'Abe' Mazur: É um Moroi alto, de origem turca. É citado no terceiro livro pela Rainha Tatiana, mas sem ênfase. Em Blood Promise, quando Rose vai para a Rússia, ela conhece Abe. Ele possui cabelos negros e barba, e ainda é um pouco mais robusto que a maioria dos Moroi. Diz-se que ele faz negócios ilegais, e pelo seu modo de chantagear e negociar com as pessoas, ele é descrito por Sydney como Zmey, ou seja, cobra. Ainda na Rússia, quando Rose ainda não sabe quem realmente Abe é, ele sempre aparecia e insistia na volta dela para Montana (Onde se localiza a St. Vladimir). É ele que leva ela para a casa dos Belikovs, pois Rose ficava murmurando no carro algo do tipo "Dimitri Belikov". O fato de ele ser o pai de Rose só é falado no final do quarto livro, quando antes de Rose sair da Rússia, ele dá a ela seu cachecol de cashmere, e de volta aos EUA, Janine percebe que Rose está com o cachecol e começa a falar sobre que aquele era o cachecol de Ibrahim, uma herança de família, e então Rose liga os fatos e descobre quem é o seu pai. Mesmo não sendo presente na vida de Rose, assim que ela tem conhecimento de que ele é seu pai, a ajuda muito, e principalme em Last Sacrifice, livro em que ele arma todo o plano para tirar a filha da Prisão. Rose sempre é sarcastica com ele, porem gosta muito dele e se dá melhor com ele do que com a propria mãe.
  • Avery Lazar: É uma Moroi que finge ser usuária de Ar, mas na verdade é uma usuária de Espírito muito poderosa, podendo "tocar" a mente das pessoas. Ela tinha uma compulsão muito forte, conseguindo convencer a todos ao seu redor o que ela queria. Muitas vezes finge estar bêbada para acharem que o que ela faz é decorrente da bebida. No final do quarto livro, Lissa e Rose lutam mentalmente contra ela, e ganham. Ela possui um laço com Simon e Reed. Acaba por, parar num hospício. Seus desejos eram ser a melhor amiga da princesa, namorar Adrian, ocupando o lugar de Rose, sempre induzindo Lissa (e os outros) a fazerem o que ela quer.
  • Olena Belikov: É a mãe de Dimitri, uma meretriz de sangue, mora em Baia, na Rússia. Tem três filhas e um filho. É citada como muito maternal e carinhosa. Criou os filhos sozinha, porém o pai desses aparecia de algumas vezes para usá-la. Como esse batia muito em Olena, quando Dimitri tinha 13 anos espancou o pai para proteje-lá. Quando conhece Rose em Blood Promise gosta dela já de cara e a trata como uma filha.
  • Yeva Belikov: É a vó de Dimitri, é uma espécie de bruxa, consegue prever o que vai acontecer. Ela preve que Dimitri morreria (o que aconteceu em parte, pois virou um Strigoi) e que Rose viria. Finge não falar inglês. Gosta muito de Rose e a acha uma guerreira apesar de não demonstrar isso, percebe-se isso quando Rose conversa com Mark (outro shadow kiss), conhecido de Yeva.
  • Viktoria Belikov: É a irmã mais nova de Dimitri. É durona, não chora ao saber o que ocorreu com Dimitri. É apaixonada por Rolan, um garoto que enganava ela e que engravidou sua irmã. Possui um grande amigo chamado Nikolai, que sente algo a mais por ela, mas não é correspondido. Possui cabelos e olhos castanhos, tendo o mesmo olhar de Dimitri.
  • Victor Dashkov: É um príncipe Moroi (príncipe do clã Dashkov), usuário de Terra. É o pai de Natalie Dashkov, e era um grande amigo da família Dragomir. Usa Lissa no primeiro livro com esperança de ela curar a sua doença terminal. É usuário do elemento terra. Possui um irmão chamado Robert Doru. No quinto livro, Rose, Lissa e Eddie Castile tiram ele da prisão com esperança de que ele lhes pudesse levar a Robert, que sabia como trazer um Strigoi devolta a ser um Dhampir. No final, acaba conseguindo fugir com o irmão. É descrito como alto, ter em torno de quarenta anos mas aparentar ter oitenta. Porém, quando força Lissa a curar ele, ele rejuvenesce, mas é temporário. No último livro ele é morto por Rose, que estava sobre efeitos do espírito, elemento de Lissa.
  • Natalie Dashkov: Era é a filha de Victor Dashkov, também usuária do elemento Terra. Seus cabelos são pretos azeviche, e possui olhos verdes-jades. É alta, tímida, sem graça e faz tudo o que o pai quer, tanto que quando o pai pediu-lhe para virar uma Strigoi, ela o fez. Mas, Victor apenas fez isso, pois confiava no que seu irmão sabia sobre isso. No final do primeiro livro, é morta por Dimitri por quase matar Rose, e por, obviamente, ser uma Strigoi.
  • Sydney Sage: É uma alquimista, e odeia isso. Aparece a partir de Blood Promise ( em uma pequena participação em Spirit Bound e grande parte de Last Sacrifice), quando encontra Rose num beco.Ela ajuda a levar Rose a Baia, porém até saber das dificuldades que ela passou, é grossa com Rose, pois segundo Sydney, ela odeia as "criaturas da noite", e só faz o que faz, pois tem de fazer. Como alquimista, sabe sobre Moroi, Strigoi e consequentemente sobre Dhampirs. E sendo alquimista, o trabalho dela é sumir com os corpos de Strigoi, de modo que ela sabe muitos truques com poções que fazem o corpo desaparecer ou encolher de modo que não pode ser reconhecido. Depois de um tempo de convivência com Rose, elas passam a se dar bem. No sexto livro ela ajuda rose a fugir da prisão e a encontrar o meio irmão ou irmã de Lissa. Sydney é a protagonista principal dos spin-off de Vampire Academy, intitulado Bloodlines.
  • Jillian 'Jill' Mastrano: É uma moroi, ela é alta como qualquer outra Moroi tem cachos castanhos e olhos verdes, e diferente de outros Morois apresenta sardas e é um pouco mais nova que Rose e Lissa. Aparece primeiramente no terceiro livro da série como uma garotinha que é fã de Rose e Dimitri, e que quer aprender a usar magia ofensiva. Depois de um tempo começa a treinar magia com Christian. Ela torna a aparecer no sexto livro com uma grande importância, ela é a meia irmã de Lissa. E quando Lissa se torna rainha ela vem a se tornar a princessa Dragomir. Após o término de Vampire Academy baseado em Rose, Jill passa a ser uma das protagonistas na spin-off da serie, juntamente com Adrian, Eddie e Sydney.
 
                            

Laços de Sangue - Richelle Mead

LAÇOS DE SANGUE
Richelle Mead
O trabalho de Sydney Sage não é nada fácil: ela e seus colegas alquimistas são os únicos no mundo todo que sabem que vampiros existem para além das telas de cinema - e são uma ameaça real à humanidade. Para manter a ordem, eles devem impedir, a qualquer custo, que esse segredo vaze e que os reles mortais se aproximem desses seres perigosíssimos.
Mas agora a paz que os alquimistas vêm garantindo há tempos está prestes a desabar, e Sydney, para o bem de todos os humanos, terá de passar a proteger vinte e quatro horas por dia a princesa vampira Jill Dragomir, ou uma guerra pelo trono eclodirá no mundo dos vampiros, trazendo consequências avassaladoras para os homens. E defender alguém que até então era alvo de seu desprezo será mais difícil do que Sydney imaginava...

R$ 34,90
Título original
BLOODLINES
Tradutor
Ana Ban
Capista
Paulo Cabral
Páginas
432
Formato
16.00 x 23.00
Acabamento
Brochura
Lançamento
18/06/2013
ISBN + Código de barras
9788565765152
Compre Já O Seu Livro!

O Inferno de Gabriel - Sylvain Reynard

A salvação de um homem. O despertar da sexualidade de uma mulher.

Enigmático e sedutor, Gabriel Emerson é um renomado especialista em Dante. Durante o dia assume a fachada de um rigoroso professor universitário, mas à noite se entrega a uma desinibida vida de prazeres sem limites.

O que ninguém sabe é que tanto sua máscara de frieza quanto sua extrema sensualidade na verdade escondem uma alma atormentada pelas feridas do passado. Gabriel se tortura pelos erros que cometeu e acredita que para ele não há mais nenhuma esperança ou chance de se redimir dos pecados.

Julia Mitchell é uma jovem doce e inocente que luta para superar os traumas de uma infância difícil, marcada pela negligência dos pais. Quando vai fazer mestrado na Universidade de Toronto, ela sabe que reencontrará alguém importante – um homem que viu apenas uma vez, mas que nunca conseguiu esquecer.

Assim que põe os olhos em Julia, Gabriel é tomado por uma estranha sensação de familiaridade, embora não saiba dizer por quê. A inexplicável e profunda conexão que existe entre eles deixa o professor numa situação delicada, que colocará sua carreira em risco e o obrigará a enfrentar os fantasmas dos quais sempre tentou fugir.

Primeiro livro de uma trilogia, O inferno de Gabriel explora com brilhantismo a sensualidade de uma paixão proibida. É a história envolvente de dois amantes lutando para superar seus infernos pessoais e enfim viver a redenção que só o verdadeiro amor torna possível.

domingo, 4 de agosto de 2013

Halo livro 1

Sinopse - Halo - Halo - Livro 1 - Alexandra Adornetto

Três anjos são enviados à Terra com planos de se misturarem aos humanos para assegurar a paz e trazer a bondade: Gabriel, o Herói de Deus, um antigo guerreiro que se disfarça de professor de música; Ivy, serafim abençoada com poderes de cura; e Bethany, a mais nova e inexperiente do grupo, enviada como uma jovem estudante para aprender sobre a humanidade. Após Bethany se encantar com a vida humana, ela começa a viver todas as experiências de uma adolescente normal, até se apaixonar por um rapaz e colocar toda a missão em risco. As forças do mal se aproveitarão dessa situação para pôr seus planos malignos em prática. Um romance de tirar o fôlego, que responderá a pergunta: será que o amor é forte o suficiente para vencer as forças do mal?

SPOILER: Nesta semana eu estava pesquisando livros de criaturas sobrenaturais, e  acabei achando o livro Halo. A primeira coisa que me fascinou    no livro Halo, foi a capa. A capa é extremamente linda e sensual. A segunda, foi a sinopse so livro. Bethany é uma garota sensível que só   quer ser como uma       humana. Ela é a mais nova do trio de Anjos. E por ter pouca experiência acaba se apaixonando por um    humano. As forças do mal claro que vai    entrar neste romance, elas vão aproveitar que Bethany está completamente apaixonada por um humano, para colocar os planos  málignos em ação. Será que os dois vão vencer esta barreira? "Será que o amor é forte o suficiente para vencer as forças do mal?"

C.C. Hunter - Acampamento Shadow Falls

C. C. Hunter - Acampamento Shadow Falls Vol.01- Nascida a Meia-noite by Letícia Vidigal

Entre o Agora e o Nunca - J. A Redmerski

Camryn Bennett é uma jovem de 20 anos que desistiu do amor desde que Ian, seu namorado, morreu num acidente de carro há um ano. Sua melhor amiga, Natalie, é a única capaz de animá-la. Mas a relação entre as duas fica abalada quando o namorado de Nat revela à Camryn que está apaixonado por ela. Perdida, sem saber o que fazer, Camryn vai para a rodoviária e pega o primeiro ônibus interestadual, sem se importar com o destino. Com uma carteira, um celular e uma pequena bolsa com alguns itens indispensáveis, Camryn embarca para Idaho.
Mas o que ela não esperava era conhecer Andrew Parrish, um jovem sedutor e misterioso, a caminho para visitar o pai, que está morrendo de câncer. Andrew se aproxima da companheira de viagem, primeiro para protegê-la, mas logo uma conexão irresistível se forma entre os dois. Camryn tenta lutar contra o sentimento, já que jurou nunca mais se apaixonar desde a morte de Ian. Andrew também tenta resistir, motivado pelos próprios segredos.
Narrado em capítulos que alternam as vozes de Andrew e Camryn, "Entre o Agora e o Nunca" é uma história de amor e sexo, na qual os personagens testam seus limites, exploram seus desejos e buscam o caminho que os levará à felicidade.

Entre o Agora e o Nunca - Saraiva.com

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Dezessete Luas - Kami Garcia e Margaret Stohl

Juntos, Ethan e Lena podem enfrentar qualquer coisa. Ao menos era assim que funcionava antes de Lena sofrer uma perda trágica e começar a se afastar, a guardar segredos que começam a testar o relacionamento dos dois. E agora que Ethan abriu os olhos para o lado negro de Gatlin, não há como voltar atrás. Assombrado por estranhas visões, Ethan vai se envolvendo cada vez com a história de Gaitlin, com a sua história e, consequentemente, com o destino de Lena. Dezessete Luas é Bestseller do NewYork Times, do USA Today, do Publishers Weekly e livro do ano da Amazon em 2009. O primeiro livro da série foi publicado em 39 países e traduzido para 28 línguas.

terça-feira, 25 de junho de 2013

Fallen - No começo

NO COMEÇO


HELSTON, INGLATERRA
SETEMBRO DE 1854

Por volta da meia-noite, os olhos dela por fim tomaram forma. O olhar neles era felino,
parcialmente determinado e parcialmente tentativo – totalmente encrenca. Sim, eles estavam
exatamente certos, aqueles olhos. Levantando-se até suas sobrancelhas refinadas e elegantes, a
centímetros da cascada negra de seu cabelo.
Ele segurou o papel na distância de um braço para avaliar seu progresso. Era difícil, trabalhar
sem ela na sua frente, mas também, ele nunca pode desenhar em sua presença. Desde que ele
tinha chego de Londres – não, desde que ele a viu pela primeira vez – ele tinha que cuidar para
sempre mantê-la à distância.
A cada dia agora ela lhe abordava, e cada dia era mais difícil do que o anterior. Era por isso que
ele ia partir de manhã – para a Índia, para as Américas, ele não sabia e nem ligava. Onde quer
que ele acabasse, seria mais fácil do que estar aqui.
Ele se inclinou sobre seu desenho, novamente, suspirando enquanto usava seu dedão para
aperfeiçoar o biquinho de carvão vegetal borrado de seu lábio inferior. O papel sem vida,
impostor cruel, era a única maneira de levá-la com ele.
Então, se endireitando na cadeira de couro da biblioteca, ele sentiu. O roçar de calor na sua nuca.
Ela.
Sua mera proximidade deu a ele a sensação mais peculiar, como o tipo de quentura mandada
quando uma tora vira cinzas numa fogueira. Ele sabia sem se virar. Ela estava lá. Ele cobriu seu
retrato nos papéis encadernados em seu colo, mas ele não podia escapar dela.
Seus olhos caíram para o sofá acolchoado de marfim do outro lado da sala de visitas, onde
somente horas mais cedo ela tinha aparecido inesperadamente, mais tarde do que o resto de sua
comitiva, em um vestido de seda rosa, para aplaudir a filha mais velha de seu hospedeiro, após
uma boa apresentação no cravo*. Ele olhou para o outro lado da sala, pela janela para a varanda,
onde no dia anterior ela tinha se insinuado até ele, um punhado de peônias selvagens brancas em
sua mão. Ela ainda achava que a atração que ela sentia em relação a ele era inocente, que seus
frequentes encontros no gazebo eram meras... felizes coincidências. Ser tão ingênua! Ele lhe
nunca lhe contaria outra coisa – o segredo era dele para suportar.
* Cravo é a designação dada a qualquer dos membros de uma família europeia de instrumentos
musicais de tecla.
Ele ficou de pé e se virou, os retratos deixados para trás na cadeira de couro. E lá estava ela,
pressionada contra a cortina de veludo rubi em seu simples vestido branco. Seu cabelo negro
tinha e soltado de sua trança. O olhar em seu rosto era o mesmo que ele tinha desenhado tantas
vezes. Havia fogo, subindo em suas bochechas. Ela estava brava? Envergonhada? Ele ansiava
saber, mas não podia se permitir a perguntar.
“O que está fazendo aqui?” Ele conseguia ouvir o rosnado em sua voz, e se arrependeu de sua
aspereza, sabendo que ela nunca entenderia.
“Eu – não consegui dormir,“ ela gaguejou, se movendo na direção do fogo e da cadeira dele. “Eu
vi a luz acesa no seu quarto e então“ – ela pausou, olhando para baixo para suas mãos – “seu
malão está do lado de fora da porta? Você vai a algum lugar?”
“Eu ia te contar –“ Ele paro. Ele não devia mentir. Ele nunca tivera intenção de deixá-la saber de
seus planos. Contar a ela só pioraria as coisas. Certo, ele tinha deixado as coisas irem longe
demais, esperando que dessa vez fosse diferente.
Ela chegou mais perto, e seus olhos caíram para seu caderno de retratos. “Você estava me
desenhando?”
Seu tom assustado o lembrava do quanto a diferença de entendimento era grande entre eles.
Mesmo depois de todo o tempo que eles tinham passado juntos nessas últimas semanas, ela não
tinha ainda começado a vislumbrar a verdade que estava por trás da atração deles.
Isso era bom – ou, pelo menos, era para o melhor. Pelos últimos dias, desde que ele escolhera ir
embora, ele estivera lutando para se afastar dela. O esforço exigia tanto dele que, assim que
ficava sozinho, ele tinha que ceder ao seu desejo reprimido de desenhá-la. Ele tinha enchido seu
caderno com páginas do pescoço arqueado dela, de sua clavícula de mármore, de abismo negro
de seu cabelo.
Agora, ele olhava de volta para seu desenho, não envergonhado por ser pego desenhando-a, mas
pior. Um arrepio gelado espalhou-se por ele enquanto ele percebia que a descoberta dela – a
exposição dos sentimentos dele – destruiriam-na. Ele deveria ter sido mais cuidadoso.Sempre
começava assim.
“Leite quente com uma colherada de melado,” ele murmurou suas costas ainda para ela. Então
ele acrescentou tristemente. “Ajuda a dormir.”
“Como você sabia? Ora, era exatamente isso que a minha mãe costumava–“
“Eu sei,” ele disse, virando-se para encará-la. O assombramento em sua voz não o surpreendeu,
ainda assim, ele não conseguia explicar a ela como ele sabia, ou dizer a ela quantas vezes ele
tinha administrado essa mesma bebida para ela no passado quando as sombras chegavam, como
ele tinha segurado-a até que ela caísse no sono.
Ele sentiu seu toque como se estivesse queimando pela sua camisa, sua mão descansava
gentilmente em seu ombro, fazendo-o arfar. Eles ainda não tinha se tocado nessa vida, e o
primeiro contato sempre o deixava sem fôlego.
“Reponda-me,” ela sussurrou. “Você está partindo?”
“Sim.”
“Então me leve com você,” ela deixou escapar. Bem à deixa, ele observou-a puxar sua
respiração, desejando retirar sua súplica. Ele conseguia ver a progressão de suas emoções se
assentarem no vinco entre seus olhos. Ela se sentiria impetuosa, então desnorteada, então
envergonhada por sua própria audácia. Ela sempre fazia isso, e por vezes demais anteriormente
ele cometera o erro de confortá-la nesse momento exato.
“Não,” ele sussurrou, se lembrando... sempre se lembrando... “Eu zarpo amanhã. Se você ao
menos se importa comigo, não dirá outra palavra.”
“Se eu me importo com você,” ela repetiu, quase como se estivesse falando consigo mesma. “Eu
– eu amo –“
“Não.”
“Eu tenho que dizer isso. Eu – eu te amo, estou bem certa, e se você for embora –“
“Se eu for embora, eu salvo sua vida.” Ele falava devagar, tentando alcançar uma parte dela que
pudesse se lembrar. Isso ao menos estava lá, enterrado em algum lugar? “Algumas coisas são
mais importantes que o amor. Você entenderá, mas tem que confiar em mim.”
Seus olhos perfuraram ele. Ela recuou e cruzou seus braços sobre seu peito. Isso era culpa dele,
também – ele sempre despertava o lado desdenhoso dela quando falava com ela.
“Você quer dizer que há coisas mais importantes que isso?” ela desafiou, tomando as mãos dele
e atraindo-as para seu coração.
Ah, ser ela e não saber o que iria acontecer! Ou pelo menos ser mais forte que ele e capaz de
pará-la. Se ele não parasse ela, ela nunca aprenderia, e o passado simplesmente se repetiria,
torturando-os de novo e de novo.
O calor familiar da pele dela debaixo das mãos dele o fez inclinar sua cabeção para trás e gemer.
Ele estava tentando ignorar o quanto ela estava perto, o quanto ele conhecia bem a sensação dos
lábios dela nos dele, o quanto amargamente ele sentia que tudo isso tinha que acabar. Mas os
dedos dela traçavam os dele tão levemente. Ele conseguia sentir o coração dela correndo por seu
fino vestido de algodão.
Ela estava certa. Não havia nada além disso. Nunca houvera. Ele estava prestes a ceder e tomá-la
em seus braços quando capturou o olhar em seus olhos. Como se ela tivesse visto um fantasma.
Foi ela que se afastou, uma mão em sua testa.
“Estou tendo uma sensação muito estranha,” ela suspirou.
Não – já era tarde demais?
Seus olhos se estreitaram para o formato do retrato dele e ela voltou a ele, suas mãos em seu
peito, seus lábios separados esperançosamente. “Diga que eu estou louca, mas eu juro que
estivesse bem aqui antes...”
Então era tarde demais. Ele olhou para cima, estremecendo, e conseguiu sentir escuridão
descendo. Ele aproveitou a última oportunidade de agarrá-la, de segurá-la tão apertadamente
quanto ele estivera desejando há semanas.
Assim que os lábios dela derreteram nos dele, ambos ficaram impotentes. O gosto de madressilva
da boca dela o deixou tonto. Quanto mais perto ela se pressionava contra ele, mais seu estômago
agitava-se com a animação e a agonia disso tudo. A língua dela traçou a dele, e o fogo entre eles
queimou mais ardentemente, mais quente, mais poderoso com cada toque novo, com cada nova
exploração. Ainda assim, nada disso era novo.
A sala estremeceu. Uma aura ao redor deles começou a brilhar
Ela não notou nada, não estava ciente de nada, não entendia nada além do beijo deles.
Somente ele sabia o que estava prestes a acontecer, que companhia sombrias estavam prestes a
abater-se na reunião deles. Apesar dele ser incapaz de mudar o curso da vida deles mais uma vez,
ele sabia.
As sombras circularam diretamente acima. Tão perto, que ele poderia ter tocado-as. Tão perto,
que ele se perguntava se ela conseguia ouvir o que elas estavam sussurrando. Ele observou a
medida em que a nuvem passou pelo rosto dela. Por um momento ele viu um relampejo de
reconhecimento crescer nos olhos dela.
Então não havia mais nada, nada mesmo.

sábado, 8 de junho de 2013

Capítulo 9

Sussurro - Capitulo 9

 EU CORTEI A MULTIDÃO DO LADO DE DENTRO DA ARCADA, PASSANDO pelo quiosque e pelos banheiros. Quando as mesas de pebolim entraram no campo de visão, Vee não estava em nenhuma delas. Tampouco Elliot ou Jules.
“Parece que eles foram embora,” Patch disse. Seus olhos talvez tenham tido uma fatia de divertimento. Mas também, com o Patch, poderia tão facilmente ter sido algo inteiramente diferente. “Parece que você precisa de uma carona.”
“Vee não me deixaria,” eu disse, ficando na ponta dos pés para ver por sobre o alto da multidão. “Eles provavelmente estão jogando tênis de mesa.”
Eu passei a multidão pela lateral enquanto Patch seguia atrás, entornando uma lata de refrigerante que tinha comprado no caminho. Ele tinha se oferecido para me comprar uma, mas no meu estado atual, eu não estava certa se conseguiria segurá-la.
Não havia rastros da Vee ou do Elliot nas mesas de tênis.
“Talvez eles estejam nas máquinas de fliperama,” Patch sugeriu. Ele definitivamente estava caçoando de mim.
Eu me senti ficar um pouco vermelha no rosto. Onde estava a Vee?
Patch ofereceu seu refrigerante. “Certeza que não quer uma bebida?”
Eu olhei da lata para o Patch. Só porque o meu sangue esquentava ao pensar em colocar a minha boca onde a dele estivera não queria dizer que eu tinha que contar a ele.
Eu escavei a minha bolsa e puxei meu celular. A tela no meu telefone estava preta e se recusava a ligar. Eu não entendia como a bateria podia ter acabado quando eu havia carregado-a logo antes de ir embora. Eu apertei o botão de ligar continuamente, mas nada aconteceu.
Patch disse, “Minha oferta ainda está de pé.”
Eu pensei que ficaria mais segura pegando carona de um estranho. Eu ainda estava balançada por causa do que tinha acontecido no Arcanjo, e não importava quantas vezes eu tentasse apagar isso, o imaginário de cair repetia-se na minha cabeça. Eu estava caindo... e então o passeio tinha acabado. Bem assim. Era a coisa mais aterrorizante pela qual eu já tinha passado. Quase tão aterrorizante era que eu era a única que parecera notar. Nem mesmo o Patch, que tinha estado bem ao meu lado.
Eu bati minha palma na minha testa. “O carro dela. Ela está provavelmente me esperando no estacionamento.”
Trinta minutos mais tarde eu já havia caçado o estacionamento todo. O Neon tinha ido embora. Eu não acreditava que a Vee tinha ido embora sem mim. Talvez tivesse havido uma emergência. Eu não tinha como saber, já que não podia checar as mensagens no meu celular. Eu tentei conter as minhas emoções, mas se ela tivesse me deixado, eu tinha uma ampla quantidade de raiva fervendo sob a superfície, pronta para derramar.
“Já está sem opções?” perguntou o Patch.
Eu mordi meu lábio, pesando minhas outras opções. Eu não tinha outras opções. Infelizmente, eu não estava certa se estava pronta para aceitar a oferta do Patch. Em um dia normal, ele exalava perigo. Hoje havia uma mistura potente de perigo, ameaça, e mistério, todos juntos.Finalmente eu soltei um suspiro e rezei para não estar prestes a cometer um erro.
“Você me levará diretamente para casa,” eu disse. Soava mais como uma pergunta do que uma ordem.
“Se é isso que você quer.”
Eu estava prestes a perguntar ao Patch se ele tinha notado algo de estranho no Arcanjo, quando eu me impedi. Eu estava assustada demais para perguntar. E se eu estava vendo coisas que não estavam realmente acontecendo? Primeiro o cara com a máscara de esqui. Agora isso. Eu tinha bastante certeza que o Patch falando com a minha mente era real, mas o resto? Não tinha tanta certeza.
Patch se aproximou algumas vagas. Uma moto preta brilhante descansava no estribo lateral. Ele subiu e inclinou sua cabeça para o assento atrás de si. “Sobe aí.”
“Uau. Bike legal,” eu disse. O que era uma mentira. Parecia como uma armadilha mortal preta brilhante. Eu nunca tinha subido numa moto, na minha vida, nunca. Eu não estava certa se queria mudar isso hoje à noite.
“Eu gosto da sensação do vento no meu rosto,” eu continuei, esperando que minha bravata mascarasse o meu terror de me deslocar em velocidade acima de 104 quilômetros por hora com nada entre mim e a estrada.
Havia um capacete – preto com um visor escuro – e ele o segurou para mim.
Tomando-o, eu passei a minha perna por cima da bike e percebi como me sentia insegura com nada além de uma tira de assento debaixo de mim. Eu deslizei o capacete por sobre os meus cachos e o prendi debaixo do meu queixo.
“É difícil dirigir?” eu perguntei. O que eu realmente quis dizer era, É seguro?
“Não,” Patch disse, respondendo tanto a minha pergunta proclamada quanto a não. Ele riu suavemente. “Você está tensa. Relaxe.”
Quando ele saiu do estacionamento, a explosão de movimento me assustou; eu estivera segurando a camiseta dele com justo o bastante de tecido entre os meus dedos para manter meu equilíbrio. Agora eu lacei meus braços ao redor dele em um abraço de urso ao contrário.
Patch acelerou na rodovia, e minhas coxas se apertaram ao redor dele. Eu esperei ter sido a única a notar.
Quando alcançamos a minha casa, Patch parou a bike na estrada ensopada de névoa, parou o motor, e pulou fora. Eu removi meu capacete, equilibrando-o cuidadosamente no assento na minha frente, e abri a minha boca para dizer algo do tipo Obrigada pela carona, te vejo segunda.
As palavras dissolveram a medida em que o Patch cruzava a entrada e se dirigia para os degraus da varanda.
Eu não conseguia começar a especular o que ele estava fazendo. Andando comigo até a porta? Altamente improvável. Então... o quê?
Eu subi na varanda atrás dele e encontrei-o na porta. Eu observei, dividida entre confusão e uma preocupação escalante, a medida em que ele retirava um molho de chaves familiares de seu bolso e inseria a chave da minha casa na fechadura.
“Devolve as minhas chaves,” eu disse, desconcertada por não saber como as minhas chaves tinham ido parar na posse dele.
“Você derrubou elas na arcada quando estava caçando o seu celular,” ele disse.
“Não ligo onde eu as derrubei. Devolva-as.”
Patch ergueu suas mãos, clamando inocência, e se afastou da porta. Ele inclinou um ombro contra os tijolos e me observou chegar até a fechadura. Eu tentei virar a chave. Eu dei um passo para trás. “Vá em frente. Tente. Está presa.”
Com um clique afiado, ele virou a chave. A mão postada na maçaneta, ele arqueou suas sobrancelhas como se para dizer Posso?
Eu engoli em seco, enterrando uma onda de fascínio mútuo e inquietação. “Vá em frente. Não vai esbarrar em ninguém. Estou sozinha em casa.”
“A noite toda?”Imediatamente, eu percebi que podia não ter sido a coisa mais esperta a se dizer. “Dorothea virá logo.” Isso era mentira. Dorothea há muito tinha ido. Estava perto da meia-noite.
“Dorothea?”
“A empregada. Ela é velha – mas forte. Muito forte.” Eu tentei me espremer para passar por ele. Sem sucesso.
“Soa aterrorizante,” ele disse, retirando a chave da fechadura. Ele a segurou para mim.
“Ela consegue limpar uma privada dentro e fora em menos de um minuto. Está mais para assustador.” Tomando a chave, eu passei ao redor dele. Eu tinha plenas intenções de fechar a porta entre nós, mas enquanto me virava, Patch preencheu a entrada, seus braços apoiados em ambos os lados da moldura.
“Não vai me convidar para entrar?” ele perguntou, sorrindo.
Eu pestanejei. Convidá-lo a entrar? Na minha casa? Com ninguém mais em casa?
Patch disse, “É tarde.” Seus olhos seguiram os meus de perto, refletindo um brilho caprichoso. “Você deve estar com fome.”
“Não. Sim. Eu quero dizer, sim, mas –”
De repente ele estava do lado de dentro.
Eu dei três passos para trás; ele cutucou a porta com seu pé para fechá-la. “Gosta de mexicana?” ele perguntou.
“Eu –” Eu gostaria de saber o que você está fazendo dentro da minha casa!
“Tacos?”
“Tacos?” eu ecoei.
Isso pareceu diverti-lo. “Tomates, alface, queijo.”
“Eu sei o que é um taco!”
Antes que eu pudesse impedi-lo, ele passou cavalgando por mim para dentro da casa. No fim do corredor, ele dirigiu-se a esquerda. Para a cozinha.
Ele foi até a pia e abriu a torneira enquanto esfregava sabão até a metade de seus braços. Aparentemente tendo ficado à vontade, ele foi primeiro para a despensa, então pesquisou a geladeira, pegando itens aqui e ali – salsa, queijo, alface, um tomate. Então ele escavou as gavetas e achou uma faca.
Eu suspeitei que estava na metade de um ataque de pânico com a imagem do Patch segurando uma faca quando outra coisa capturou minha atenção. Eu dei dois passos para frente e olhei de soslaio para o meu reflexo em uma das frigideiras suspensas no pendura-panelas. Meu cabelo! Parecia um arbusto seco gigante que tinha rolado para o alto da minha cabeça. Eu bati uma mão na minha boca.
Patch sorriu. “Você tem cabelo ruivo natural?”
Eu o encarei. “Eu não tenho cabelo ruivo.”
“Odeio ter que te informar disso, mas é ruivo. Eu podia tocar fogo nele e ele não ficaria mais vermelho.”
“É castanho.” Então talvez eu tivesse a menor, mais minúscula, mais infinitesimal quantidade de castanho avermelhado no meu cabelo. Eu ainda era morena. “É a iluminação,” eu disse.
“É talvez sejam as lâmpadas incandescentes.” O sorriso dele levantou ambos os cantos de sua boca, e uma covinha surgiu.
“Eu volto logo,” eu disse, me apressando para fora da cozinha.
Eu subi as escadas e prendi meu cabelo em um rabo de cavalo. Com isso fora do caminho, eu juntei meus pensamentos. Eu não estava totalmente confortável com a ideia do Patch vagando livremente pela minha casa – armado com uma faca. E a minha mãe me mataria se descobrisse que eu tinha convidado Patch para entrar quando Dorothea não estava.
“Pode ficar para outro dia?” eu perguntei ao encontrá-lo ainda trabalhando arduamente na cozinha dois minutos mais tarde. Eu coloquei uma mão no meu estômago, sinalizando que ele estava me incomodando. “Enjoada,” eu disse. “Eu acho que foi a carona.”
Ele parou de cortar e olhou para cima. “Eu quase acabei.”
Eu notei que ele tinha trocado de faca por uma lâmina maior – e mais afiada.
Como se ele tivesse uma janela para os meus pensamentos, ele levantou a faca, examinando-a. A lâmina brilhou na luz. Meu estômago se apertou.
“Abaixa a faca,” eu instrui silenciosamente.
Patch olhou de mim para a faca e então novamente. Após um minuto ele a deitou na minha frente. “Não vou te machucar, Nora.”
“Isso é... tranqüilizante,” eu consegui dizer, mas minha garganta estava apertada e seca.
Ele girou a faca, o cabo apontado na minha direção. “Vem aqui. Vou te ensinar a fazer tacos.”
Eu não me movi. Havia um brilho nos olhos dele que me fez pensar que eu devia estar com medo dele... e eu estava. Mas aquele medo era igualmente fascinante. Havia algo extremamente perturbador em estar perto dele. Na presença dele, eu não confiava em mim mesma.
“Que tal... um acordo?” Seu rosto estava curvado, enegrecido e ele olhou para mim através de seus cílios. O efeito era uma impressão de integridade. “Me ajude a fazer tacos, e eu responderei algumas de suas perguntas.”
“Minhas perguntas.”
“Eu acho que você sabe o que eu quero dizer.”
Eu sabia exatamente o que ele queria dizer. Ele estava me dando um vislumbre de seu mundo particular. Um mundo onde ele conseguia falar com a
minha mente. Novamente ele sabia exatamente o que dizer, exatamente no momento certo.
Sem uma palavra, eu me movi para seu lado. Ele deslizou a tábua de corte na minha frente.
“Primeiro,” ele disse, vindo por trás de mim e colocando suas mãos no balcão, bem do lado das minhas, “escolha o seu tomate.” Ele abaixou sua cabeça para que sua boca estivesse na minha orelha. Seu hálito estava quente, fazendo cócegas na minha pele. “Ótimo. Agora, pegue a faca.”
“O chefe sempre fica tão perto?” eu perguntei, não certa se eu gostava ou temia a palpitação que sua proximidade causava dentro de mim.
“Quando ele está revelando segredos culinários, sim. Segure a faca com vontade.”
“Eu estou segurando.”
“Ótimo.” Recuando, ele me deu uma olhada minuciosa, parecendo escrutinar cada imperfeição – seus olhos moviam-se para cima e para baixo, aqui e ali. Para cada momento enervante, eu pensei ter visto um sorriso secreto de aprovação. “Cozinhar não é algo que se ensina,” Patch disse. “É herdado. Ou você tem ou não tem. Como química. Você acha que está pronta para química?”
Eu pressionei a faca pelo tomate; ele foi dividido em dois, cada metade balançando gentilmente na tábua de corte. “Me diz você. Estou pronta para química?”
Patch fez um som profundo que eu não consegui decifrar e sorriu ironicamente.
Após o jantar, Patch levou nossos pratos para a pia. “Eu lavo, você seca.” Caçando nas gavetas na lateral da pia, ele achou um pano de prato e o tirou brincalhonamente para mim.
“Estou pronta para te fazer aquelas perguntas,” eu disse. “Começando com aquela noite na biblioteca. Você me seguiu...”
Eu dissipei. Patch se inclinou preguiçosamente contra a bancada. Cabelo negro saia debaixo de seu boné de beisebol. Um sorriso repuxou as boca. Meus pensamentos dissolveram e bem assim, um pensamento novo penetrou a superfície da minha mente.
Eu quero beijá-lo. Agora.
Patch arqueou suas sobrancelhas. “O quê?”
“Hãn – nada. Nada mesmo. Você lava, eu seco.”
O que aconteceu com tratar Patch como seu pior hábito? Eu perguntei a mim mesma. O que aconteceu com jogar fora o velho, e ficar com o novo?
Não levou muito para terminar com os pratos, e quando terminamos, nos encontramos comprimidos no espaço próximo a pia. Patch se deslocou para pegar o pano de mim, e nossos corpos se tocaram. Nenhum de nós se moveu, segurando o elo frágil que nos unia.
Eu recuei primeiro.
“Assustada?” ele murmurou.
“Não.”
“Mentira.”
Meu pulso subiu um degrau. “Não tenho medo de você.”
“Não?”
Eu falei sem pensar. “Talvez seja só que eu tenha medo de –” eu me amaldiçoei por ter começado a frase. O que eu deveria dizer agora? Eu não estava prestes a admitir para o Patch que tudo nele me assustava. Isso lhe dava permissão para me provocar ainda mais. “Talvez seja só que eu tenha medo de... de –”
“Gostar de mim?”
Aliviada por não ter que terminar minha própria fase, eu automaticamente respondi, “Sim.” Eu percebi tarde demais o que havia confessado. “Quero dizer, não! Definitivamente não. Não era isso que eu estava tentando fazer!”
Patch riu suavemente.
“A verdade é que, parte de mim definitivamente não fica confortável ao seu redor,” eu disse.
Eu agarrei a bancada atrás de mim para me apoiar. “Mas ao mesmo tempo eu sinto uma atração assustadora por você.”
Patch sorriu ironicamente.
“Você é metido demais,” eu disse, usando minha mão para empurrá-lo um passo para longe.
Ele prendeu a minha mão contra seu peito e puxou minha manga pelo meu pulso, cobrindo minha mão com ela. Tão rapidamente quanto, ele fez a mesma coisa com minha outra manga. Ele segurou minha camiseta pelos punhos, minhas mãos capturadas. Minha boca se abriu em protesto.
Me puxando para mais perto, ele não parou até que eu estivesse diretamente na frente dele. De repente ele me levantou na bancada. Meu rosto estava no nível do dele. Ele me fixou com um sorriso negro e convidativo. E foi aí que eu percebi que esse momento estivera dançando nas beiradas das minhas fantasias por diversos dias já.
“Tire seu boné,” eu disse, as palavras saindo antes que eu pudesse impedi-las.
Ele o deslizou ao redor, a aba para trás.
Eu me movi para a beirada da bancada, minhas pernas balançando de cada lado das dele. Algo dentro de mim estava me dizendo para parar – mas eu varri essa voz para o fundo da minha mente.
Ele esparramou suas mãos na bancada, bem do lado de fora dos meus quadris. Inclinando sua cabeça para um lado, ele se moveu mais para perto. O cheiro dele, que era todo de terra escura úmida, me inundou.
Eu inalei duas respirações agudas. Não. Isso não estava certo. Isso não, não com o Patch. Ele era assustador. De um jeito bom, sim. Mas também de um jeito ruim. Um jeito muito ruim.
“Você deveria ir,” eu respirei. “Você definitivamente deveria ir.”
“Ir para cá?” Sua boca estava no meu ombro. “Ou para cá?” Ela se moveu para o meu pescoço.
Meu cérebro não conseguia processar um pensamento lógico. A boca do Patch estava perambulando para o norte, sobre a minha mandíbula, sugando gentilmente minha pele...
“Minhas pernas estão adormecendo,” eu soltei. Não era uma mentira total. Eu estava experimentando sensações de formigamento por todo o meu corpo, inclusive as pernas.
“Eu posso resolver isso.” As mãos do Patch se fecharam nos meus quadris.
De repente meu telefone celular tocou. Eu pulei ao som dele e tateie-o no meu bolso.
“Oi, docinho,” minha mãe disse alegremente.
“Posso te ligar de volta?”
“Claro. O que está acontecendo?”
Eu desliguei o telefone. “Você precisa ir embora,” eu disse ao Patch. “Agora.”
Ele deslizou seu boné de beisebol de volta. Sua boca era o único traço que eu conseguia ver por debaixo dele, e ela se curvou em um sorriso travesso. “Você não está usando maquiagem.”
“Eu devo ter esquecido.”
“Bons sonhos essa noite.”
“Claro. Sem problema.” O que ele tinha dito?
“Sobre aquela festa amanhã à noite...”
“Eu pensarei nisso,” eu consegui dizer.
Patch enfiou um pedaço de papel dentro do meu bolso, seu toque mandando sensações quentes pelas minhas pernas. “Aqui está o endereço. Eu estarei te procurando. Venha sozinha.”
Um momento mais tarde eu escutei a porta da frente fechar atrás de mim. Um rubor feroz subiu até o meu rosto. Perto demais, eu pensei. Não havia nada de errado com fogo... contanto que você não chegasse muito perto. Algo para se ter em mente.
Eu me inclinei contra os armários, tomando fôlegos curtos e rasos.

O Gaurdião - Nicholas Sparks

Quarenta dias após a morte de seu marido, Julie Barenson recebe uma encomenda deixada por ele. Dentro da caixa, encontra um filhote de cachorro dinamarquês e um bilhete no qual Jim promete que sempre cuidará dela. Quatro anos mais tarde, Julie já não pode depender apenas da companhia do fiel Singer, o filhotinho que se tornou um cachorro enorme e estabanado. Depois de tanto sofrimento, ela enfim está pronta para voltar a amar, mas seus primeiros encontros não são nada promissores. Até que surge Richard Franklin, um belo e sofisticado engenheiro que a trata como uma rainha. Julie está animada como havia muito tempo não se sentia, mas, por alguma razão, não consegue compartilhar isso com Mike Harris, seu melhor amigo. Ele, por sua vez, é incapaz de esconder o ciúme que sente dela. Quando percebe que seu desconforto diante de Mike é causado por um sentimento mais forte que amizade, Julie se vê dividida entre esses dois homens. Ela tem que tomar uma decisão. Só não pode imaginar que, em vez de lhe trazer felicidade, essa escolha colocará sua vida em perigo. “O guardião” contém tudo o que os leitores esperam de um romance de Nicholas Sparks, mas desta vez ele se reinventa e acrescenta um novo ingrediente à trama: páginas e mais páginas de muito suspense.Leia um trecho deste livro!

segunda-feira, 3 de junho de 2013

O Casamento - Nicholas Sparks

Após quase 30 anos de casamento, Wilson Lewis é obrigado a encarar uma dolorosa verdade: sua esposa, Jane, parece ter deixado de amá-lo, e ele é o único culpado disso.

Viciado em trabalho, Wilson costumava passar mais tempo no escritório do que com a família. Além disso, nunca conseguiu ser romântico como o sogro era com a própria mulher. A história de amor dos pais de Jane, contada em Diário de uma paixão, sempre foi um exemplo para os filhos de como um casamento deveria ser.

Diante da incapacidade do marido de expressar suas emoções, Jane começa a duvidar de que tenha feito a escolha certa ao se casar com ele. Wilson, porém, sente que seu amor pela esposa só cresceu ao longo dos anos. Agora que seu relacionamento está ameaçado, ele vai fazer o que for necessário para se tornar o homem que Jane sempre desejou que ele fosse.

Em O casamento, Nicholas Sparks faz os leitores relembrarem a alegria de se apaixonar e o desafio de se manterem apaixonados.

terça-feira, 14 de maio de 2013

Capitulo 8

Sussurro - Capitulo 8

EU VOLTEI PARA A MESA DE PEBOLIM COM UMA FRIA ESTUPEFAÇÃO. Elliot estava inclinado sobre ele, seu rosto mostrando uma concentração competitiva. Vee berrava e ria. Jules ainda estava desaparecido.
Vee olhou por cima do jogo. “Bem? O que aconteceu? O que ele disse para você?”
“Nada. Eu disse a ele para não nos incomodar. Ele foi embora.” minha voz soava monótona.
“Ele não pareceu bravo quando foi embora,” Elliot disse. “O que quer que você tenha dito, funcionou.”
“Que pena,” Vee disse. “Eu estava esperando alguma animação.”
“Prontas para jogar?” Elliot perguntou. “Estou faminto por algumas pizzas arduamente ganhas.”
“É, se o Jules voltar algum dia,” disse Vee. “Estou começando a achar que talvez ele não goste da gente. Ele fica desaparecendo. Estou começando a achar que é uma deixa não-verbal.”
“Está brincando? Ele ama vocês.” Elliot disse com entusiasmo de mais. “Ele só é meio devagar em se acostumar com estranhos. Eu irei achá-lo. Não vão a lugar algum.”
Assim que Vee e eu ficamos sozinhas, eu disse, “Sabe que eu vou te matar, certo?”
Vee levantou suas palmas e deu um passo para trás. “Eu estava te fazendo um favor. Elliot é louquinho por você. Depois que você saiu, eu disse a ele que você tinha, tipo, dez caras te ligando toda noite. Você devia ter visto a cara dele. Mal continha a inveja.”
Eu resmunguei.
“É a lei da oferta e procura,” Vee disse. “Quem pensaria que economia seria útil?”
Eu enfiei minha palma contra minha testa. “Eu preciso de algo.”
“Você precisa do Elliot.”
“Não, eu preciso de açúcar. Bastante. Eu preciso de algodão-doce.” O que eu precisava era de uma borracha grande o bastante para apagar toda a evidência do Patch da minha vida. Particularmente a parte de falar com a mente. Eu estremeci. Como ele estava fazendo isso? E por que eu? A não ser...
que eu tivesse imaginado isso. Bem como eu tinha imaginado bater em alguém com o Neon.
“Eu também precisava de um pouco de açúcar,” Vee disse. “Eu vi um vendedor perto da entrada do parque ao entrarmos. Eu fico aqui para que o Jules e o Elliot não achem que a gente fugiu, e você pode pegar o algodão-doce.”
Do lado de fora, eu retrocedi para a entrada, mas quando eu achei o vendedor de algodão-doce, eu fui distraída por uma visão distante no passadiço. O Arcanjo elevava-se sobre o alto das árvores. Um serpentear de canos fechados nos semáforos e que mergulhavam para fora de vista. Eu me perguntei por que Patch queria se encontrar. Eu senti um soco no meu estômago e provavelmente devia ter aceito isso como resposta, mas apesar das minhas melhores intenções, eu me encontrei continuando pelo passadiço em direção ao Arcanjo.
Eu fiquei com o fluxo do tráfego a pé, mantendo meus olhos no rumo distânte do Arcanjo fazendo curvas no céu. O vento tinha mudado de frio para gelado, mas não era essa a razão de eu me sentir cada vez mais enjoada. A sensação estava de volta aquela sensação fria e de parar o coração de que alguém estava me observando.
Eu roubei um olhar para ambos os lados. Nada anormal na minha visão periférica. Eu girei 180º graus. Um pouco para trás, parado em um pequeno pátio de árvores, uma figura encapuzada se virou e desapareceu na escuridão.
Com o meu coração batendo mais rápido, eu passei por um comprido grupo de pedestres, colocando distância entre eu e a clareira. Diversas passadas adiante, eu olhei para trás novamente. Ninguém se sobressaia me seguindo.
Quando eu encarei à frente novamente, eu trombei em alguém. “Desculpe!” eu falei apressadamente, tentando ganhar novamente meu equilíbrio.
Patch sorriu maliciosamente para mim. “Sou difícil de resistir.”
Eu pestanejei para ele. “Deixe-me em paz.” Eu tentei dar um passo para o lado dele, mas ele me pegou pelo cotovelo.
“Qual o problema? Você parece prestes a vomitar.”
“Você tem esse efeito em mim,” eu retruquei.
Ele riu. Eu tive vontade de chutar suas canelas.
“Você precisa de uma bebida.” Ele ainda me pegava pelo cotovelo, e ele me empurrou na direção do carrinho de limonada.
Eu afundei em meus saltos. “Você quer ajudar? Fica longe de mim.”
Ele empurrou um cacho para longe do meu rosto. “Amo o cabelo. Amo quando está fora de controle. É como ver um lado de você que precisa sair mais freqüentemente.”
Eu alisei meu cabelo furiosamente. Assim que eu percebi que estava tentando me deixar mais apresentável para ele, eu disse, “Tenho que ir. A Vee está esperando.” Uma pausa irritada. “Acho que te vejo na aula na segunda.”
“Ande no Arcanjo comigo.”
Eu estiquei meu pescoço, encarando-o. Gritos estridentes ecoaram enquanto os carros ressoavam nos trilhos.
“Duas pessoas por assento.” Seu sorriso mudou para um sorriso malicioso vagaroso e ousado.
“Não.” De jeito nenhum.
“Se continuar fugindo de mim, você nunca vai descobrir o que realmente está acontecendo.”
Aquele comentário deveria ter feito eu correr. Mas não fez. Era quase como se o Patch soubesse exatamente o que dizer para atiçar a minha curiosidade. Exatamente o que dizer, exatamente no momento certo.
“O que está acontecendo?”
“Só há uma maneira de descobrir.”
“Não posso. Tenho medo de altura. Além do mais, a Vee está esperando.” Só que, de repente, pensar em subir tão alto no ar não me assustava. Não mais. De um jeito absurdo, sabendo que eu estaria com o Patch me fez sentir segura.
“Se você der uma volta completa sem gritar, eu direi ao Treinador para mudar nossos assentos.”
“Eu já tentei. Ele não cede.”
“Eu posso ser mais, convincente que você.”
Eu tomei seu comentário como insulto pessoal. “Eu não giro,” eu disse. “Não por causa de parques de diversão.” Não por sua causa.
No ritmo do Patch, eu caminhei até o final da linha levando para o Arcanjo. Um arrojo de gritos se levantou, então se dissipou, bem acima no céu noturno.
“Eu nunca te vi no Delphic antes,” Patch disse.
“Você vem muito aqui?” Eu fiz uma nota mental para não fazer mais viagens de final de semana para o Delphic.
“Eu tenho um histórico com o local.”
Nós fomos nos aproximando na linha a medida em que os carros se esvaziavam e um novo grupo de perseguidores de emoção embarcava no brinquedo.
“Deixe-me adivinhar,” eu disse. “Você matou aula aqui ao invés de ir para a escola no ano passado.”
Eu estava sendo sarcástica, mas Patch disse, “Responder isso significaria iluminar o meu passado. E eu gostaria de mantê-lo no escuro.”
“Por quê? Qual o problema com o seu passado?”
“Eu acho que agora é uma boa hora para falar sobre isso. Meu passado pode assustá-la.”
Tarde demais, eu pensei.
Ele deu um passo mais para perto e nossos braços se encontraram, uma conexão roçante que fez com que os pelos no meu braço se levantassem. “As coisas que eu tenho a confessar não são as coisas que você conta a sua petulante parceira de biologia,” ele disse.
O vento frigido se envolveu ao meu redor, e quando eu o respirei, ele me encheu com gelo. Mas não se comparou com a gelidez que as palavras de Patch mandaram por mim.
Patch sacudiu seu queixo para a rampa. “Parece que é a nossa vez.”
Eu empurrei o portão giratório. Na hora em que chegamos à plataforma de embarque, os únicos carros vazios eram os bem da frente e bem de trás da montanha-russa. Patch se dirigiu em direção do primeiro.
A construção da montanha-russa não inspirava confiança, remodelado ou não. Parecia ter mais de um século e era feito de madeira que tinha passado muito tempo exposto aos elementos desagradáveis do Maine. O desenho pintado nas laterais era ainda menos inspirador.
O carro que Patch tinha escolhido tinha um agrupamento de quatro desenhos. O primeiro representava uma aglomeração de demônios chifrudos arrancando as asas de um anjo gritando. O próximo desenho mostrava o anjo sem asas empoleirado em uma lápide, observando as crianças brincarem à distância. No terceiro desenho, o anjo sem asas estava perto de uma criança, entortando um dedo para uma pequena menina de olhos verdes. No desenho final, o anjo sem asas passava através do corpo da garota como um fantasma. Os olhos da garota estavam pretos, seu sorriso tinha sumido, e ela tinha brotado chifres como os demônios do primeiro desenho. Uma lua rachada estava pendurada sobre os desenhos.
Eu desviei meus olhos e assegurei a mim mesma que era o ar frigido que estava fazendo minhas pernas tremerem. Eu deslizei para o carro ao lado do Patch.
“Seu passado não me assustaria,” eu disse, ajustando meu cinto de segurança no meu colo. “Acho que eu ficaria mais horrorizada do que tudo.”
“Horrorizada,” ele repetiu. O tom da sua voz me fez acreditar que ele tinha aceito a acusação. Estranho, já que o Patch nunca se degradava.
Os carros rolaram para trás, então se lançaram para frente. Não de um jeito suave, nós nos dirigimos para longe da plataforma, subindo colina acima uniformemente. O cheiro de suor, ferrugem, e água salgada soprando do mar encheu o ar. Patch sentava-se perto o bastante para ser cheirado. Eu capturei o traço mais leve de sabonete de menta espesso.
“Você está pálida,” ele disse, inclinando-se para ser ouvido por sobre os trilhos estalando.
Eu me senti pálida, mas não admiti isso.
No cume da colina, houve um momento de hesitação. Eu conseguia enxergar por quilômetros, observando onde à região rural se misturava com o barulho dos subúrbios e gradualmente se tornava a grade dos lugares de Portland. O vento retinha-se, permitindo que o úmido assentasse na minha pele.
Sem querer, eu roubei uma olhada para o Patch. Eu encontrei um sentido de consolação em tê-lo ao meu lado. Então ele lançou um sorriso sarcástico.
“Assustado, Anjo?”
Eu apertei a barra de metal parafusada na frente do carro enquanto senti meu peso insinuar-se para frente. Uma risada trêmula escapou de mim.
Nosso carro voou demoniacamente rápido, meu cabelo chicoteando atrás de mim. Inclinando-se para a esquerda, então para a direita, nós tremíamos sobre os trilhos. Dentro, eu senti meus órgãos flutuarem e caírem em resposta ao passeio. Eu olhei para baixo, tentando me concentrar em algo que não estivesse se movendo.
Foi então que eu notei que meu cinto de segurança tinha se soltado.
Eu tentei gritar para o Patch, mas minha voz foi engolida pelo movimento do ar. Eu senti meu estômago ficar oco, e eu soltei a barra de metal com uma mão, tentando colocar o cinto de segurança ao redor da minha cintura com a outra. O carro se lançou para a esquerda. Eu bati de ombros com o Patch, pressionando contra ele tão arduamente que doía. O carro levantou vôo, e eu senti se levantar dos trilhos, não totalmente fixo neles.
Nós estávamos submergindo. As luzes piscando nos trilhos me cegavam; eu não conseguia ver pra que lado o trilho se virava no final do mergulho.
Era tarde demais. O carro inclinou-se para a direita. Eu senti uma onda de pânico, e então aconteceu. Meu ombro esquerdo bateu contra a porta do carro. Ela se abriu, e eu fui arrancada do carro enquanto a montanha-russa acelerava sem mim. Eu rolei para os trilhos e lutei por algo para me ancorar. Minhas mãos
não achavam nada, e eu desabei sobre a beirada, mergulhando diretamente para baixo pelo ar negro. O chão se acelerou até mim, e eu abri minha boca para gritar.
Quando dei por mim, o passeio acabou repentinamente na plataforma de desembarque.
Meus braços doíam de tão apertado que Patch me segurava. “Agora, isso é o que eu chamo de grito,” ele disse, sorrindo ironicamente para mim.
Estupefata, eu o observei colocar uma mão sobre sua orelha como se o meu grito ainda ecoasse lá. Nenhum pouco certo do que tinha acabado de acontecer, eu encarei o lugar em seu braço onde as minhas unhas tinham deixado semi-círculos tatuados em sua pele. Então os meus olhos se moveram para o meu cinto de segurança. Estava preso ao redor da minha cintura.
“Meu cinto de segurança...,” eu comecei. “Eu achei –”
“Achou o quê?” Patch perguntou, soando genuinamente interessado.
“Eu achei... eu voei para fora do carro. Eu literalmente achei... que eu ia morrer.”
“Eu acho que esse é o objetivo.”
Nas minhas laterais, meus braços tremeram. Meus joelhos cambaleavam ligeiramente sob o peso do meu corpo.
“Acho que estamos presos como parceiros,” disse Patch. Eu suspeitei de um leve grau de vitória em sua voz. Eu estava espantada demais para discutir.
“O Arcanjo,” eu murmurei, olhando por sobre o meu ombro para o passeio, que tinha começado sua próxima ascendência.
“Significa um anjo de alto nível.” Havia uma presunção definitiva em sua voz. “Quanto mais alto, mais dura é a queda.”
Eu comecei a abrir a minha boca, querendo dizer novamente como eu tinha certeza que tinha deixado o carro só um momento e que forças além da minha habilidade de explicar tinham me posto de volta em segurança atrás do meu cinto de segurança. Ao invés, eu disse, “Eu acho que sou uma garota mais do tipo anjo da guarda.”
Patch sorriu afetadamente de novo. Me guiando pelo caminho, ele disse, “Te levarei de volta para a Arcada.”

Capitulo 7

Sussurro - Capitulo 7

 ERA SÁBADO À NOITE, E DOROTHEA E EU ESTÁVAMOS NA cozinha. Ela tinha acabado de colocar uma caçarola no forno e estava examinando uma lista de tarefas que minha mãe deixou pendurada por um imã na geladeira.
“Sua mãe ligou, Ela não vai chegar até segunda à noite,” Dorothea disse enquanto esfregava ajax na pia da nossa cozinha com um vigor que fez meu cotovelo doer. “Ela deixou uma mensagem na secretária. Ela quer que você ligue para ela. Você está ligando toda noite antes de dormir?”
Eu sentei no banquinho do bar, comendo um bagel amanteigado. Eu tinha acabado de dar uma grande mordida, e agora Dorothea estava me olhando como se quisesse uma resposta. “Hm-hmm,” eu disse, comendo.
“Uma carta da escola chegou hoje.” Ela mexeu seu queixo na direção da pilha de cartas no balcão. “Talvez saiba por quê?”
Eu dei a minha melhor encolhida de ombros inocente e disse, “Nem ideia.” Mentalmente, eu plantei a palma da minha mão firmemente contra minha testa. Há doze meses eu abrira a porta da frente para encontrar a polícia nos degraus. Temos más notícias, eles disseram. O funeral do meu pai foi uma semana depois. Toda segunda à tarde desde então eu aparecia no meu espaço de tempo marcado com o Dr. Hendrickson, o psicólogo da escola. Eu tinha perdido as duas últimas sessões, e se eu não comparecesse essa semana, eu ia ficar encrencada. Era bem provável que a carta fosse um aviso.
“Você tem planos hoje à noite? Você e a Vee estão tomando algo? Talvez um filme aqui em casa?”
“Talvez. Honestamente, Doth, eu posso limpar a pia mais tarde. Venha se sentar e... comer a outra metade do meu bagel.”
O coque cinza de Dorothea estava se desfazendo a medida em que ela esfregava. “Eu vou para uma conferência amanhã,” ela disse. “Em Portland. Dra. Melissa Sandrez vai falar. Ela diz que você projeta um eu mais sexy. Hormônios são drogas poderosas. A não ser que digamos a eles o que queremos, eles dão um tiro pela culatra. Eles se voltam contra nós.” Dorothea se virou, apontando o ajax para mim para dar ênfase. “Agora eu acordo de manhã e levo batom vermelho para o meu espelho. `Eu sou sexy´, eu escrevo. `Os homens me querem. Sessenta e cinco é o novo vinte e cinco.´”
“Você acha que está funcionando?” eu perguntei, tentando arduamente não sorrir.
“Está funcionando,” Dorothea disse sobriamente.
Eu lambi manteiga dos meus dedos, enrolando por uma resposta cabível. “Então você vai passar o fim de semana reinventando seu lado sexy.”
“Toda mulher precisa reinventar seu lado sexy – eu gosto disso. Minha filha colocou implantes. Ela disse que fez isso por si mesma, mas que mulher faz implante para si mesma? Eles são um fado. Ela fez o implante para um homem. Eu espero que você não faça coisas idiotas por um garoto, Nora.” Ela balançou seu dedo para mim.
“Confie em mim, Doth, não há garotos na minha vida.” Está bem, talvez haja dois espreitando na periferia, circulando de longe, mas já que eu não conheço nenhum dos dois muito bem, e um me assusta completamente, pareceu mais seguro fechar meus olhos e fingir que eles na estavam lá.
“Essa é uma coisa boa e uma coisa ruim,” Dorothea disse repreensivamente. “Você acha o garoto errado, e está pedindo por encrenca. Você acha o garoto certo, e achará o amor.” Sua voz se suavizou com as lembranças. “Quando eu era uma garotinha na Alemanha, eu tive que escolher entre dois garotos. Um era um garoto muito levado. O outro era o meu Henry. Estamos alegremente casados por quarenta e um anos.”
Era hora de mudar de assunto. “Como vai, hum, o seu afilhado... Lionel?”
Seus olhos se estreitaram. “Você tem uma queda pelo pequeno Lionel?
“Nãããão.”
“Eu posso bolar alguma coisa –”
“Não, Dorothea, sério. Obrigada, mas – estou realmente me concentrando nas minhas notas agora. Eu quero entrar numa faculdade prestigiada.”
“Se no futuro –”
“Eu te avisarei.”
Eu termino o meu bagel ao som do bate-papo monótono de Dorothea, interpondo alguns oceanos ou “ahams” sempre que ela parava de falar tempo o bastante para esperar pela minha resposta. Eu estava preocupada debatendo se eu eu realmente queria encontrar Elliot hoje à noite ou não. De primeira, se encontrar parecera uma ótima ideia. Mas quanto mais eu pensava sobre isso, mais dúvida se arrastava para dentro. Eu só conhecia o Elliot há alguns dias, por um lado. E eu não estava certa de como minha mãe se sentiria quanto a esse arranjo, por outro lado. Estava ficando tarde, e Delphic ficava a uma viagem de pelo menos meia hora. Mais objetivamente, nos finais de semana o Delphic tinha uma reputação de ser selvagem.
O telefone tocou, e o número de Vee apareceu no identificador de chamada.
“Vamos fazer algo hoje à noite?” ela quis saber.
Eu abri minha boca, calculando minha resposta cuidadosamente. Uma vez que eu contasse a Vee sobre a oferta de Elliot, não haveria volta.
Vee gritou. “Ai, cara! Ai-cara-ai-cara-ai-cara. Eu acabei de derrubar esmalte no sofá. Espera aí, eu vou pegar papel-toalha. Esmalte é solúvel em água?” Um momento mais tarde ela retornou. “Acho que arruinei o sofá. Temos que sair hoje à noite. Eu não quero estar aqui quando o meu último trabalho de arte acidental for descoberto.”
Dorothea tinha se deslocado pelo corredor até o banheiro. Eu não tinha desejo algum de passar a noite toda escutando ela resmungar sobre o encanamento do banheiro enquanto ela limpava, então tomei minha decisão. “Que tal o Delphic Seaport. Elliot e Jules vão. Eles querem se encontrar.”
“Você escondeu a surpresa! Informação vital aqui, Nora. Vou te pegar em quinze minutos.” Eu fui deixada ouvindo o barulho do telefone.
Eu fui para cima e coloquei um confortável suéter de casimira branco, calça jeans escura, e moccasins de mergulho azul-marinho. Eu modelei o cabelo enquadrando meu rosto com os meus cachos naturais, e... voilà! Espirais meio decentes. Eu dei um passo para trás do espelho para fazer uma dupla olhada e me denominei uma cruza entre despreocupada e quase sexy.
Quinze minutos mais tarde exatamente, Vee saltou o Noon pela entrada e apertou a buzina de modo destacado. Geralmente eu levava dez minutos para percorrer o caminho entre as nossas casas, mas eu geralmente prestava atenção ao limite de velocidade. Vee entendia a palavra velocidade, mas limite não fazia parte de seu vocabulário.
“Eu vou ao Delphic Seaport com a Vee,” eu gritei para Dorothea. “Se a mamãe ligar, você se importa de repassar a mensagem?”
Dorothea saiu bamboleando do banheiro. “Até Delphic? Tão tarde?”
“Divirta-se na sua conferência!” eu disse, escapando porta afora antes que ela conseguisse protestar ou colocar a minha mãe no telefone.
O cabelo loiro da Vee estava puxado em um rabo-de-cavalo alto, grandes e gordos cachos caindo. Brincos de aro dourados pendiam das suas orelhas. Batom cereja. Rímel preto e alongador.
“Como você fez isso?” eu perguntei. “Você teve cinco minutos para se arrumar.”
“Sempre preparada.” Vee me lançou um sorriso irônico. “Eu sou o sonho de um Escoteiro.”
Ela me deu uma rápida olhadela crítica.
“O quê?” eu disse.
“Vamos nos encontrar com garotos hoje à noite.”
“Da última vez que eu chequei, sim.”
“Garotos gostam de garotas que se parecem com... garotas.”
Eu arqueei minha sobrancelha. “E como eu me pareço?”
“Como se você tivesse saído do banho e decidido que só isso já era o bastante para parecer apresentável. Não me entenda mal as roupas são boas, e cabelo está legal, mas o resto... aqui.” Ela esticou sua mão para dentro de sua bolsa. “Sendo a amiga que eu sou, vou te emprestar meu batom. E meu rímel, mas só se você jurar que não tem uma doença ocular contagiosa.”
“Eu não tenho uma doença ocular.”
“Só estou me precavendo.”
“Eu passo.”
A boca de Vee caiu, parcialmente de brincadeira, parcialmente séria. “Você se sentirá nua sem ele!”
“Soa bem com o tipo de aparência que você adotaria,” eu disse.
Bem honestamente eu estava indecisa sobre ir sem maquiagem. Não porque eu realmente me sentisse um pouco nua, mas porque Patch tinha colocado a sugestão de não usar maquiagem na minha mente. Em um esforço para me fazer sentir melhor, eu disse a mim mesma que a minha dignidade estava em questão. Tampouco o meu orgulho. Tinham me dado uma sugestão, e eu tinha a mente aberta o bastante para tentar isso. O que eu não queria reconhecer é que eu tinha escolhido especificamente uma noite que sabia que não veria o Patch para testar isso.
Uma meia hora mais tarde Vee dirigiu sob os portões do Delphic Seaport. Fomos forçadas a estacionar na ponta mais longe do estacionamento, devido ao pesado tráfego do final de semana de abertura. Aconchegado bem na costa Delphic não é conhecido por seu tempo ameno. Um vento fraco tinha aumentado, varrendo sacos de pipoca e embalagens de doce ao redor dos nossos calcanhares enquanto Vee e eu andávamos na direção do guichê de ingressos. As árvores tinham há muito perdido suas folhas, e seus galhos assomavam-se sobre nós como dedos deslocados. O Delphic Seaport bombava o verão todo com um parque de diversões, mascaradas, cabines de previsão do futuro, músicos ciganos e um show de horrores. Eu nunca tinha certeza se as deformidades humanas eram reais ou uma ilusão.
“Um adulto, por favor,” eu disse à mulher no guichê de ingressos. Ela tomou meu dinheiro deslizou uma pulseira sob a janela. Então ela sorriu, expondo dentes de vampiro brancos de plástico, borrados de vermelho com batom.
“Divirta-se,” ela disse em uma voz sem fôlego. “E não se esqueça de experimentar nossa montanha-russa recentemente remodelada.” Ela bateu em seu lado do vidro, apontando para uma pilha de mapas do parque e de folhetos.
Eu peguei um de cada a caminho dos portões giratórios. No folheto se lia:
                                           PARQUE DE DIVERSÕES DELPHIC
                                              MAIS NOVA SENSAÇÃO!
                                                      O ARCANJO
                                          REMODELADO E RENOVADO!
                                          CAIA EM DESGRAÇA NESSA
                                         QUEDA VERTICAL DE 30 METROS
Vee leu o folheto sobre o meu ombro. Suas unhas começaram a perfurar a pele do meu braço. “Temos de ir nesse!” ela berrou.
“Por último,” eu prometi, esperando que se fôssemos em todos os outros antes, ela se esqueceria desse. Eu não tinha tido medo de altura há anos, provavelmente porque eu tinha evitado-as convenientemente por anos. Eu não tinha certeza se eu já estava pronta para descobrir se o tempo tinha dissipado meu medo delas.
Após termos ido na roda gigante, nos carrinhos de bate-bate, no Tapete Mágico, e em algumas das cabines de jogos, Vee e eu decidimos que era hora de procurar o Elliot e o Jules.
“Hmm,” disse Vee, olhando para ambos os lados do caminho curvante do parque. Dividimos um silêncio pensativo.
“A arcada,” eu disse por fim.
“Boa”
Nós tínhamos acabado de passar pelas portas para a arcada quando eu o vi. Não Elliot. Não Jules.
Patch.
Ele olhou por cima de seu vídeo-game. O mesmo boné de beisebol que ele tinha usado quando eu o vi durante a EF encobriu a maior parte de seu rosto, mas eu tinha certeza de ter visto um relampejo de sorriso. De primeira pareceu amigável, mas então eu me lembrei de como ele tinha entrado nos meus pensamentos, e eu fiquei gelada até o osso.
Se eu tivesse sorte, Vee não tinha visto-o. Eu a empurrei na direção da multidão, deixando o Patch sair do campo de visão. A última coisa que eu precisava era que ela sugerisse que fôssemos até lá e começássemos uma conversa.
“Lá estão eles!” Vee disse, acenando seu braço por cima da cabeça. “Jules! Elliot! Aqui!”
“Boa noite, damas,” Elliot disse, abrindo caminho pela multidão. Jules moveu-se atrás dele, parecendo tão entusiasmado quanto um bolo de carne de três dias. “Posso comprar uma coca para ambas?”
“É uma boa,” disse Vee. Ela estava olhando diretamente para Jules. “Vou querer uma Diet.”
Jules murmurou uma desculpa sobre precisar usar o banheiro e escorregou de volta para dentro da multidão.
Cinco minutos mais tarde Elliot retornou com as cocas. Após dividi-las entre nós, ele esfregou suas mãos e examinou o chão. “Por onde começamos?”
“E quanto ao Jules?” Vee perguntou.
“Ele nos achará.”
“Air hockey,” eu disse imediatamente air rockey ficava do outro lado da arcada. Quanto mais distante de Patch, melhor. Eu disse a mim mesma que era uma coincidência ele estar aqui, mas os meus instintos discordavam.
“Aah, olha!” Vee interpôs. “Pebolim!” Ela já estava ziguezagueando em direção a uma mesa livre. “Jules e eu contra vocês dois. Os perdedores pagam a pizza.”
“Justo,” disse Elliot.
O pebolim podia ter sido legal, se a mesa não ficasse a uma curta distância de onde Patch jogava seu jogo. Eu disse a mim mesma para ignorá-lo. Se eu ficasse de costas para ele, eu mal notaria que ele estava lá. Talvez Vee não o notasse também.
“Ei, Nora, aquele não é o Patch?” Vee disse.
“Hmm?” eu disse inocentemente.
Ela apontou, “Lá. É ele, não é?”
“Eu duvido que seja. Elliot e eu somos o time branco, então?”
“Patch é o parceiro de biologia da Nora,” Vee explicou para Elliot. Ela piscou astutamente para mim, mas ficou com uma cara de inocente no momento em que Elliot prestou atenção nela. Eu balancei minha cabeça sutil, mas firmemente, para ele transmitindo uma mensagem silenciosa – pare.
“Ele fica olhando para cá,” Vee disse em voz mais baixa. Ela se debruçou pela mesa de pebolim, tentando parecer sua conversa comigo parecer privada, mas ela sussurrou alto o bastante que Elliot não teve escolha a não ser escutar. “Ele vai começar a se perguntar o que você está fazendo aqui com –” Ela balançou sua cabeça para Elliot.
Eu fechei meus olhos e visualizei bater a minha cabeça contra a parede.
“Patch deixou bem claro que gostaria de ser mais do que parceiro de biologia com a Nora,” Vee continuou. “Não que alguém possa culpá-la.”
“É assim?” disse Elliot, olhando-me de um jeito que dizia que ele não estava surpreso. Ele suspeitava desde o começo. Eu notei que ele tinha dado um passo mais para perto.
Vee me lançou um sorriso triunfante. Agradeça-me mais tarde, ele dizia.
“Não é assim,” eu corrigi. “É –”
“Duas vezes pior,” Vee disse. “Nora suspeita que ele esteja perseguindo-a. A polícia está quase se envolvendo.”
“Vamos jogar?” eu disse audivelmente. Eu derrubei a bolinha no centro da mesa. Ninguém notou.
“Você quer que eu fale com ele?” Elliot me perguntou. “Eu vou explicar que não estamos procurando encrenca. Eu direi a ele que você está aqui comigo, e se ele tiver um problema com isso, pode discuti-lo comigo.”
Não era nessa direção que eu queria que a conversa fosse. Não mesmo. “O que aconteceu ao Jules?” eu disse. “Ele saiu faz um tempão.”
“É, talvez ele tenha caído na privada,” disse Vee.
“Deixa que eu falo com o Patch,” Elliot disse.
Embora eu gostasse da preocupação, eu não gostava da ideia de Elliot tendo um combate direto com o Patch. Patch era desconhecido: intangível, assustador, e desconhecido. Quem sabia do que ele era capaz? Elliot era legal demais para enfrentar o Patch.
“Ele não me assusta,” Elliot disse, como se para refutar os meus pensamentos.
Obviamente, isso era algo que Elliot e eu discordávamos.
“Péssima ideia,” eu disse.
“Ótima ideia,” Vee disse. “De outro modo, Patch pode ficar... violento. Lembra da última vez?”
“Última vez?!” Eu balbuciei para ela.
Eu não fazia ideia do porque da Vee estar fazendo isso, outra que ela não tem tendência de tornar tudo o mais dramático possível. Sua ideia de drama era a minha ideia de humilhação mórbida.
“Sem ofensa, mas esse cara parece estranho,” disse Elliot. “Me dê dois minutos com ele.” Ele começou a andar até lá.
“Não!” eu disse, puxando as manga para pará-lo. “Ele, hm, pode ficar violento novamente. Deixe-me cuidar disso.” Eu estreitei um olhar para Vee.
“Tem certeza?” Elliot disse. “Fico mais do que feliz em fazê-lo.”
“Eu acho que é melhor vindo de mim.”
Eu enxuguei minhas palmas na minha calça jeans, e após tomar um fôlego bastante estabilizante, eu comecei a apertar a distância entre o Patch e eu, que era só a largura de alguns consoles de jogos. Eu não fazia ideia do que diria quando o alcançasse. Com sorte só um breve olá. Então eu podia voltar e tranqüilizar. Elliot e Vee que tudo estava sob controle.
Patch estava vestido como de costume: camisa preta, calça jeans preta, e um fino colar prata que relampejava contra sua pele escura. Suas mangas estavam empurradas em seus antebraços, e eu conseguia ver seus músculos trabalhando na medida em que apertava os botões. Ele era alto e magro e austero, e eu não teria ficado surpresa se debaixo de suas roupas ele possuísse diversas cicatrizes, lembranças de brigas de rua e outro comportamento imprudente. Não que eu quisesse olhar debaixo de suas roupas.
Quando eu cheguei no console do Patch, eu bati uma mão contra a lateral para chamar sua atenção. Na voz mais calma que consegui, eu disse, “Pac-Man? Ou é Donkey Kong?” Na verdade, parecia um pouco mais violento e militar.
Um sorriso irônico vagaroso espalhou-se pelo seu rosto. “Beisebol. Acha que talvez possa ficar atrás de mim e me dar algumas dicas?”
Bombas incendiárias irromperam pela tela, e corpos gritando velejavam pelo ar. Obviamente, ele não estava jogando beisebol.
“Qual o nome dele?” Patch perguntou, direcionando um aceno quase imperceptível para a mesa de pebolim.
“Elliot. Escuta, tenho que ser breve. Eles estão esperando.”
“Eu já o vi antes.”
“Ele é novo. Acabou de se transferir.”
“Primeira semana de escola e ele já fez amigos. Cara de sorte.” Ele deslizou um olhar sobre mim. “Pode ter um lado sombrio e perigoso que não conhecemos.”
“Parece ser a minha especialidade.”
Eu esperei que ele entendesse o que eu quis dizer, mas ele só disse, “Está a fim de jogar?” Ele inclinou sua cabeça na direção dos fundos da arcada. Através da multidão eu conseguia discernir as mesas de sinuca.
“Nora!” Vee chamou. “Venha para cá. Elliot está enfiando uma derrota pela minha goela abaixo.”
“Não posso,” eu disse ao Patch.
“Se eu ganhar,” ele disse, como se não tivesse intenção de ser recusado, “você dirá ao Elliot que algo surgiu. Você dirá a ele que não está mais livre hoje à noite.”
Eu não consegui evitar; ele era arrogante demais. Eu disse, “E se eu ganhar?”
Seus olhos me vasculharam, da cabeça aos pés. “Eu não acho que temos que nos preocupar com isso.”
Antes que eu pudesse me impedir, eu soquei seu braço.
“Cuidado,” ele disse em uma voz baixa. “Eles podem achar que estamos flertando.”
Eu senti vontade de me chutar, porque isso era exatamente o que estávamos fazendo. Mas não era minha culpa – era do Patch. Em contato próximo a ele, eu experimentava uma polaridade confusa de desejos. Parte de mim queria fugir dele gritando, Fogo! Uma parte mais impulsiva estava tentada a ver o quanto eu conseguia chegar perto sem... entrar em combustão.
“Um jogo de sinuca,” ele tentou.
“Estou aqui com outra pessoa.”
“Se dirija às mesas de sinuca. Eu cuidarei disso.”
Eu cruzei meus braços, esperando parecer severa e um pouco exasperada, mas ao mesmo tempo, eu tive que morder meu lábio para me impedir de mostrar uma posição ligeiramente mais positiva. “O que você vai fazer? Lutar com o Elliot?”
“Se chegar a esse ponto.”
Eu tinha quase certeza de que ele estava brincando. Quase.
“Uma mesa de sinuca acabou de vagar. Vá pegá-la.” Eu... te... desafio.
Eu endureci. “Como fez isso?”
Quando ele não negou imediatamente, eu senti um aperto de pânico. Era real. Ele sabia exatamente o que estava fazendo. As palmas das minhas mãos ficaram suadas.
“Como fez isso?” eu repeti.
Ele me deu um sorriso dissimulado. “Fiz o quê?”
“Não,” eu avisei. “Não finja que não está fazendo isso.”
Ele inclinou um ombro contra o console e olhou para baixo para mim. “Diga-me o que eu devo estar fazendo.”
“Meus.... pensamentos.”
“O que tem eles?”
“Corta essa, Patch.”
Ele olhou ao redor teatralmente. “Você não quer dizer – falar com a sua mente? Você sabe o quanto isso soa doido, certo?”
Engolindo em seco, eu disse na voz mais calma que consegui, “Você me assusta, e não tenho certeza se você é bom para mim.”
“Eu podia mudar você de ideia.”
“Noooora!” Vee chamou por sobre o ruído de vozes e os bipes eletrônicos.
“Me encontre no Arcanjo,” Patch disse.
Eu dei um passo para trás. “Não,” eu disse impulsivamente.
Patch veio atrás de mim, e um arrepio içou pela minha espinha. “Estarei esperando,” ele disse na minha orelha. Então ele deslizou para fora da arcada.