domingo, 10 de março de 2013

Dezesseis Luas

Título Original: Beautiful Creatures
Gênero: Literatura Fantástica
Autor: Kami Garcia, Margaret Stohl
Edição: 1
Ano: 2011
Editora: Galera Record
ISBN: 9788501086914
Número de páginas: 490
Nota pessoal: 3
 Sinopse:
Ethan tem 16 anos e vive em uma pequena cidade do sul dos Estados Unidos desde que nasceu, assim com sua família paterna, sua mãe, recentemente falecida, veio de outra cidade e enfrentou diversos problemas, pois a população da cidade tem problemas com pessoas de fora que não são bem recebidas. Após sua morte Ethan pode contar somente com Amma, sua "babá", pois seu pai se tornou um recluso e vive trancado no antigo escritório de sua mãe. Além de lidar com estes problemas, ele sofre de constantes pesadelos com uma garota, todas as vezes que isso acontece ele acorda como se tivesse realmente vivido o sonho. Até que um dia uma nova garota chega à sua escola, esta garota é a garota dos sonhos de Ethan, a partir deste momento sua vida muda para sempre.
"-Tudo tem um significado. Não tente transformar uma coisa selvagem em algo domado."
Fonte: página 324


"Dentre as pessoas de poder, há forças gêmeas das quais brota toda magia, a das trevas e da luz.''   


 Fileme Dezesseis Luas....






Dezesseis Luas
05.03.2013
Pablo Bazarello


Eleito como o novo “Crepúsculo”, “Dezesseis Luas” é igualmente baseado num livro mirado ao público infanto-juvenil que mistura elementos fantásticos (bruxas e feitiçarias ao invés de vampiros iluminados pelo sol) com um romance adolescente em seu núcleo, escrito por Kami Garcia e Margaret Stohl. As diferenças são a qualidade das duas obras (a da nova série é melhor) e por consequência ou não, o sucesso junto ao público desejado.
Dezesseis Luas” não apelou às órfãs de Edward e Bella como planejado. Pelo menos não por enquanto, lembrando que “Crepúsculo” tomou consciência do que seria no segundo exemplar. Na trama passada numa minúscula cidade sulista dos EUA, Ethan Wade é um jovem popular e carismático, que deseja desesperadamente sair de tal fim de mundo. Nada para ele tem mais graça no local, até a chegada de uma nova aluna em sua classe, Lena Duchannes.
Ela é parte de uma família rica e temida pelos fanáticos religiosos locais, cujo tio Macon Ravenwood, que vive numa decrépita mansão, é tido como adorador de Satã. Ao longo os dois jovens principais começam a se conectar, e Ethan vai descobrindo mais do que ele podia imaginar sobre sua cidade e as lendas locais. Lena é uma jovem bruxa, e chegou na idade em que irá decidir (ou melhor, será decidido para ela) se continuará boa ou cambará para o “lado negro”... .

Dezesseis Luas” obviamente é recomendado para adolescentes, mas a boa notícia é que não fere os adultos que decidirem acompanhar seus filhos, ou críticos que precisam avaliar a obra. O filme acerta em muitos quesitos. O cenário da pequena cidade é perfeito, assim como a descrição do protagonista logo no começo, quando diz que o único cinema exibe filmes que já saíram em DVD.
Os sotaques são carregadíssimos, e os protagonistas (os novatos Alden Ehrenreich e Alice Englert) envergonham o casal de “Crepúsculo” em carisma e química. Os diálogos escritos ou adaptados pelo diretor Richard LaGravenese (de “Escritores da Liberdade” e “P.S. Eu Te Amo”) são rápidos e espertos, aqui não temos tempo para longas encaradas “significativas”.
Os veteranos Jeremy Irons (o tio Macon), Emma Thompson (Sra. Lincoln / Sarafine), Viola Davis (Amma) e até Emmy Rossum (Ridley) dão certa credibilidade à obra, ao mesmo tempo em que “devoram” a tela com seus personagens chamativos, em especial Irons, Thompson e Rossum. O relacionamento entre os jovens protagonistas, que é o centro da trama, funciona e é crível o suficiente. O resto é igualmente intrigante para um produto juvenil.

É interessante ver explorado com detalhes o que as autoras prepararam para esse mundo. Com certo humor implícito, e algumas vezes explícito, certas cenas dentro da mansão lembram algo como “A família Addams” ou “Os Monstros”, onde somos apresentados a diversos personagens “coloridos”. O ponto negativo são os efeitos visuais, alguns de tão ruins parecem inacabados, como a figura que ocupava o corpo da personagem de Thompson. Nada que impeça o resultado geral, e certa vontade de mais após o desfecho.

Nota:




 


   

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